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Informativo Diário

23/02/2021

DÓLAR ULTRAPASSA OS R$ 5,50, PREÇOS DISPARAM NO FÍSICO E MELHORES NEGÓCIOS SÃO REGISTRADOS NO PAÍS

Na segunda-feira, o mercado interno de soja iniciou a semana com melhor movimentação nas diferentes praças de negociação do país. Em dia de firme alta do câmbio, os preços físicos da oleaginosa avançaram no país e melhores negócios foram registrados. Segundo rumores, pelo menos 80 mil toneladas de soja trocaram de mãos ao longo do dia no país. Com o avanço dos trabalhos de colheita, há muitas filas para descarregar o grão nos silos e armazéns e faltam caminhões em algumas regiões.

RS: negócios razoáveis reportados no estado e preços firmes. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de julho/21, rumores de negócios até R$ 170 por saca. No interior do estado, indicações nominais entre R$ 163 e R$ 164 por saca CIF para embarque e pagamento dentro de fevereiro, patamares onde pelo menos 30 mil toneladas de soja foram comercializadas.

PR: dia de queda nos preços e mercado calmo. Para embarque e pagamento em meados de março/21, rumores de negócios na faixa de R$ 164 por saca CIF na região portuária, no melhor momento do dia. Na região oeste, indicações nominais na faixa de R$ 156 por saca no disponível, patamares onde pelo menos 20 mil toneladas de soja trocaram de mãos ao longo do dia.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão e no óleo, e mistos no farelo na segunda-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 0,47% no grão e de 0,73% no óleo, e perdas de 0,28% no farelo. No melhor momento do dia, o contrato março/21 do grão atingiu a máxima de US$ 13,8850 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 13,8375/bushel. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 7,5 pontos nos principais vencimentos. O vencimento maio/21 operava com ganhos de 0,75 ponto, com negócios a US$ 13,8075 por bushel.

• A previsão de estoques dos Estados Unidos em 2021 abaixo do esperado pelo mercado seguiu garantindo a presença de fundos e especuladores na ponta compradora.

• O bom desempenho do petróleo na abertura da semana e o resultado positivo das inspeções para exportação americana da oleaginosa completaram o cenário positivo para as cotações.

• A produção de soja norte-americana em 2021/22 deverá totalizar 4,525 bilhões de bushels ou 123,15 milhões de toneladas. No ano passado, a safra americana somou 4,135 bilhões de bushels ou 112,5 milhões de toneladas. O mercado projetava produção de 4,505 bilhões ou 122,6 milhões de toneladas.

• Confirmando o que foi antecipado ontem, o plantio deverá ocupar 90 milhões de acres, subindo consistentemente sobre o total cultivado no ano passado, de 83,1 milhões de acres.

• Os estoques finais deverão subir de 120 milhões de bushels para 145 milhões. O mercado apostava em número de 185 milhões de bushels. O esmagamento deverá passar de 2,2 bilhões de bushels para 2,21 bilhões. As exportações deverão cair de 2,25 bilhões para 2,2 bilhões de bushels.

• As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 721.845 toneladas na semana encerrada no dia 18 de fevereiro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado esperava o número em 625 mil toneladas.


CHINA A Casa Branca classificou a relação dos Estados Unidos com a China como uma competição e indicou que a equipe de Joe Biden está trabalhando para reestruturar esses status para uma posição de força. "Acreditamos que a relação com a China é de competição e queremos que seja uma relação de força, partindo dos Estados Unidos. Por isso estamos trabalhando aqui dentro de casa para que haja essa mudança", disse a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, em coletiva de imprensa.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em alta de 1,30% no mercado à vista, cotado a R$ 5,4540 para venda, em dia de forte estresse no mercado doméstico e no exterior, com o real tendo um dos piores desempenhos entre as moedas globais em meio ao receio quanto à Petrobras, após o presidente Jair Bolsonaro anunciar a troca de comando da companhia e elevar os riscos políticos. Lá fora, as taxas dos títulos de dívidas do governo norte-americano avançaram e o vencimento de 10 anos se aproximou de 1,40%, maior patamar em 12 meses, corroborando para as perdas das divisas de países emergentes.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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