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Informativo Diário

14/11/2019

DÓLAR ATINGE MAIOR PATAMAR EM MAIS DE 1 ANO E PREÇOS DA SOJA AVANÇAM NO PAÍS

Na quarta-feira, o mercado interno de soja esteve pouco agitado nas diferentes praças de negociação do país. Na sessão de hoje, a moeda norte-americana atingiu seu maior nível desde 13 de setembro de 2018, quando fechou na máxima histórica de R$ 4,1970 por dólar. Em Chicago, a oleaginosa teve um dia bastante volátil e encerrou no campo negativo. Diante disso, os preços avançaram no mercado doméstico,mas poucoslotesforam comercializados ao longo do dia no país.

RS: dia de mercado pouco movimentado e cotações de estáveis a mais altas. Na região de Passo Fundo, o comprador oferecia R$ 86,50 por saca para embarque e pagamento curtos,mas sem contrapartida de venda.

PR: o mercado permanece pouco movimentado e as cotações avançaram no estado. Na região portuária, havia possibilidade de negócios na faixa de R$ 91,50 por saca para embarque imediato e pagamento no final do mês de dezembro, mas poucos lotes foram comercializados nesses níveis. Com área estimada de 60 mil hectares, os trabalhos de semeadura estão finalizados em Palotina, no oeste do estado.


CHICAGO(CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão e no óleo, e em alta no farelo na quarta-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 0,35% no grão e 1,61% no óleo, e ganhos de 0,59% no farelo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/19 atingiu a máxima de US$ 9,0725 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 9,0250 por bushel, com queda de 3,25 pontos. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com perdas de até 2,75 pontos nos principais vencimentos. O vencimento março/20 operava com queda de 1,25 ponto, com negócios a US$ 9,29 por bushel.

• Enquanto a demanda melhor pelo produto norte americano atuou como fator de suporte, a ampla safra brasileira limitou o ímpeto comprador. Uma venda de soja dos Estados Unidos hoje reforça os rumores de que a China teria comprado uma série de cargas nesta semana.

• Segundo a Reuters, a falta de precisão na fala de Trump quanto a uma data para a assinatura de um acordo que pudesse aliviar a guerra comercial irritou traders que querem voltar logo a vender grandes volumes à China antes da colheita na América do Sul. Essa incerteza dos agentes pesou negativamente sobre os preços.

• Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 106.000 toneladas de soja em grão para destinosnão revelados, com entrega na temporada 2019/20.

• A produção brasileira de soja em 2019/20 deverá ficar 120,86 milhões de toneladas, segundo o segundo levantamento para a safra brasileira de grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A previsão representa um aumento de 5,1% sobre a temporada anterior, quando foram colhidas 115,03 milhões de toneladas. No levantamento anterior, a estimativa era de 120,393 milhões de toneladas.


CHINA O presidente Jair Bolsonaro disse que a China "cada vez mais faz parte do futuro do Brasil". A declaração, feita após reunião com o presidente chinês, Xi Jinping, às margens da cúpula do BRICS (grupo composto por Brasil, Rússia, India, China e África do Sul), contrasta com o discurso de um ano atrás, quando Bolsonaro demonstrou preocupação com a presença de investimentosda China por aqui. "Todos nós, brasileiros e chineses, temos o que ganhar com momentos como este. A nossa reunião, ou reuniões, em grande parte tratam do BRICS, mas essa relação bilateral em várias áreas, inclusive com o aceno do governo chinês de agregarmos valor naquilo que produzimos,tudo isso é muito bem-vindo",disse Bolsonaro.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,55%, sendo negociado a R$ 4,1910 para venda e a R$ 4,1890 para compra na maior alta desde 13 de setembro de 2018 quando a moeda fechou na máxima histórica frente ao real a R$ 4,1970 - também encerrou na cotação máxima do dia. Durante o dia, a moeda norteamericana oscilou entre a mínima de R$ 4,1650 e a máxima de R$ 4,1910. A sessão foi marcada pela continuidade das incertezas globais em relação aos avanços nas tratativas comerciais entre Estados Unidos e China. Além do mercado monitorar os conflitos políticos na América Latina.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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