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Informativo Diário

22/03/2021

VOLATILIDADE DE CHICAGO E DO DÓLAR VOLTA A TRAVAR O MERCADO INTERNO

Na sexta-feira, o mercado interno de soja teve mais uma sessão com pouca agitação nas principais praças de negociação do país. Em mais dia marcado por fortes oscilações em Chicago e no câmbio, que desta vez andaram para lados opostos, tanto compradores quanto vendedores demonstraram pouco interesse em novas negociações. Os players parecem esperar por uma melhor definição dos rumos destes fatores para voltarem aos negócios. Além disso, o grande volume de soja já negociada aliado aos atrasos na colheita e na entrega de contratos retraem principalmente a ponta vendedora, que dá prioridade aos trabalhos de colheita. As cotações oscilaram de forma mista, ficando nominais na maioria das praças.

RS: registro de preços mais fracos e apenas nominais em um mercado lento. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de junho/21, indicações de compra até R$ 171 por saca CIF, enquanto no spot a indicação fica em R$ 168. No interior do estado, comprador indicando entre R$ 162 e R$ 163 por saca FOB para embarque e pagamento curtos.

PR: não houve reporte de negociações aparentes em um mercado com cotações inferiores e nominais. Para embarque e pagamento em meados de abril/21, indicação de compra a R$ 166 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicação de compra a R$ 154,50 por saca no disponível.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em forte alta no grão, no farelo e no óleo na sexta-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 1,72% no grão, 2,44% no farelo e 0,65% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato maio/21 do grão atingiu a máxima de US$ 14,1825 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 14,1625 por bushel.

• Compras técnicas e de barganha zeraram as perdas acumuladas ao longo da semana. Após atingir o menor nível desde 2 março, fundos e especuladores garantiram a recuperação.

• A elevação do petróleo no mercado internacional, após o tombo de quinta-feira, e as incertezas em torno da safra sul-americana ajudaram na recomposição das cotações. Aparentemente, as chuvas trouxeram alívio às lavouras argentinas, mas o atraso na colheita do Brasil ainda gera preocupação.

• A colheita da safra de soja 2020/21 do Brasil chegou a 59,5% da área total esperada até o dia 19 de março. A estimativa parte de levantamento semanal de SAFRAS & Mercado. Na semana anterior o índice estava em 45,7%. Os trabalhos estão atrasados em relação ao ano passado, quando 68,4% da safra já estava colhida, e atrás da média normal para o período, que é de 62,9%.


CHINA As importações de soja da China no ano comercial 2021/22 - que inicia no dia 1o de outubro de 2021 - podem somar de 100 milhões de toneladas, ante 99 milhões na temporada anterior. As informações são Gain Report, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A produção de soja foi estimada em 18,6 milhões de toneladas em 2021/22, ante 18,5 milhões na temporada anterior.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em queda de 1,47% no mercado à vista, cotado a R$ 5,4850 para venda, no menor valor de fechamento desde 25 de fevereiro e engatando o quarto recuo seguido, em sessão em que a desvalorização da moeda prevaleceu em meio à entrada de um fluxo de recursos estrangeiros na bolsa brasileira, a B3, em movimento descolado do exterior.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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