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Informativo Diário

01/06/2020

DÓLAR TEM DIA VOLÁTIL E MERCADO DE SOJA ENCERRA A SEMANA CALMO NO PAÍS

Na sexta-feira, o mercado interno de soja encerrou a semana pouco movimentado nas principais praças de negociação do país. Em dia de bastante volatilidade no câmbio, os preços avançaram no mercado doméstico, porém pouca movimentação foi registrada. Ao longo do pregão, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,33 e R$ 5,46 por dólar. Os prêmios seguem firmes, acima dos níveis de US$ 1,00 por bushel, chegando até US$ 1,25 por bushel no vencimento agosto/20. No melhor momento do dia, melhores indicações foram registradas, mas somente negócios pontuais foram apontados.

RS: preços firmes no estado, porém o mercado permanece lento. Na região portuária, para embarque em abril/maio/21 e pagamento em meados de junho/21, as indicações estão entre R$ 103 e R$ 104 por saca. Para embarque e pagamento em meados de julho/agosto deste ano, o comprador sinaliza entre R$ 110 e R$ 112, porém somente negócios pontuais foram reportados.

PR: pouca movimentação no estado e cotações firmes. Para embarque e pagamento em meados de junho/21, as indicações estavam na faixa de R$ 105 por saca CIF, porém somente negócios pontuais foram reportados.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam mistos no grão, no farelo e no óleo na sexta-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 0,73% no grão, de 0,38% no farelo e de 0,03% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato julho/20 atingiu a máxima de US$ 8,46 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 8,4075 por bushel, com queda de 6,25 ponto. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com perdas de até 5,25 pontos nos principais vencimentos. O vencimento agosto/20 operava com perdas de 4,5 pontos, com negócios a US$ 8,4475 por bushel.

• O mercado foi pressionado pela tensão entre os Estados Unidos e a China. Os agentes esperavam apreensivos pela fala do presidente norte-americano, que poderia acirrar os ânimos. As exportações semanais norte-americanas ficaram dentro do esperado e não trouxeram grande influência às cotações.

• Na semana, a posição julho acumulou alta de 0,9%. Em maio, o contrato caiu 1,7%.

• As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2019/20, com início em 1 de setembro, ficaram em 644.300 toneladas na semana encerrada em 21 de maio. Representa uma retração de 47% frente à semana anterior e um recuo de 29% ante à média das últimas quatro semanas. A China liderou as importações, com 192.400 toneladas. Para a temporada 2020/21, foram 203.000 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 400 mil a 1,4 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).


CHINA O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou uma série de revisões ligadas à China em seu esperado pronunciamento na Casa Branca, mas evitou aplicar sanções econômicas contra Pequim em um momento no qual a tensão entre as duas maiores economias do mundo aumenta e coloca em risco o acordo comercial de primeira fase fechado em janeiro. Sob uma série de críticas e acusações, Trump disse que quer uma parceria aberta e equilibrada com a China, mas que, neste momento, as ações de Pequim não caminham nessa direção. "O padrão de má conduta da China é bem conhecido", disse ele nos jardins da Casa Branca. "O mundo agora sofre com o mau comportamento da China", acrescentou.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,90%, sendo negociado a R$ 5,3370 para venda e a R$ 5,3350 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3300 e a máxima de R$ 5,4640. Na semana, o dólar registrou queda de 4,26%, enquanto, no mês, apresentou recuo de 1,83%. A divisa norte-americana fechou com perdas significativas, em sessão de forte volatilidade, com investidores apreensivos à espera do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com receio de novas sanções contra a China. Porém, não foram anunciadas novidades contra o país asiático, o que trouxe alívio aos mercados na última sessão do mês, marcada pela forte pressão com a disputa da taxa Ptax no mercado doméstico, além de números ruins da economia brasileira no primeiro trimestre do ano.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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