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Informativo Diário

28/01/2020

MERCADO DE SOJA INICIA A SEMANA CALMO E COM PREÇOS MISTOS NO PAÍS

Na segunda-feira, o mercado interno de soja iniciou a semana pouco agitado nas principais praças de negociação do país. A commodity iniciou a última semana do mês de janeiro registrando a quinta sessão consecutiva de perdas, fechando abaixo dos US$ 9,00 por bushel em Chicago. Já a moeda norte-americana segue avançando e atingiu a máxima de R$ 4,2330 ao longo do pregão. Com os principais referenciais ainda em direções opostas, os preços da oleaginosa permanecem sem direção definida no mercado doméstico e o foco dos agentes segue nas lavouras.

RS: dia de preços mistos e poucos negócios registrados no estado. Na região portuária, havia possibilidade de negócios na faixa de R$ 88,50/saca CIF para embarque e pagamento no mês de junho, porém poucos lotes foram comercializados.

PR: o mercado inicia a semana calmo e os preços ficaram de estáveis a mais altos. Na região portuária, havia possibilidade de negócios na faixa de R$ 90/saca CIF para embarque em meados de fevereiro/21, mas sem registro de lotes significativos comercializados.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam mistos no grão e no farelo, e em queda no óleo na segunda-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 0,52% no grão, de 0,16% no farelo e de 1,56% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato março/20 atingiu a máxima de US$ 9,00 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 8,9725 por bushel, com queda de 4,75 pontos. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com perdas de até 9,25 pontos nos principais vencimentos. O vencimento maio/20 operava com perdas de 8,75 pontos, com negócios a US$ 9,07 por bushel.

• As perdas, que chegaram a ser mais acentuadas, foram reduzidas ao longo da sessão. Esta foi a quinta sessão negativa consecutiva.

• O mercado foi pressionado pelo alastramento do coronavírus na China, que afasta os investidores das commodities em geral. Já as inspeções de exportação norteamericanas vieram levemente acima do esperado, atuando como fator de contenção das perdas.

• A Comissão Municipal de Saúde de Pequim relatou o primeiro caso fatal na cidade causado pelo surto do novo coronavírus. Trata-se de um homem de 50 anos que, no último dia 8, foi à cidade chinesa de Wuhan, onde o vírus foi detectado pela primeira vez e, no 15, após seu retorno, começou a ter febre. As informações são da agência de notícias "Sputnik".

• Desde que uma nova cepa de coronavírus foi detectada em Wuhan, em dezembro de 2019, 81 mortes e 2.835 casos de pneumonia causada pela doença foram confirmados na China, para os quais já existem casos isolados em 12 dúzias países dos quatro continentes.

• As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.038.840 toneladas na semana encerrada no dia 23 de janeiro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado esperava o número em 1 milhão de toneladas. Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 1.206.140 toneladas. No ano passado, em igual período, o total fora de 944.680 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 25.214.900 toneladas, contra 20.484.903 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.


CHINA O governo norte-americano está trabalhando em conjunto com autoridades chinesas no monitoramento do coronavírus e ofereceu a ajuda de especialistas para conter o avanço da doença, segundo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O número de pessoas infectadas pelo coronavírus nos Estados Unidos subiu para cinco ontem, depois que autoridades norte-americanas confirmaram mais dois casos - um em Los Angeles e outro no Arizona. Washington e Chicago já haviam confirmado os primeiros doentes na semana passada.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,54%, sendo negociado a R$ 4,2100 para venda e a R$ 4,2080 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,2020 e a máxima de R$ 4,2330. A divisa norte-americana avançou no maior valor desde 2 de dezembro - quando encerrou em R$ 4,2180 - influenciado pelo temor global com o avanço do coronavírus na China e em outros países. Até o momento, há mais de 80 mortes confirmadas no país asiático e quase 3 mil casos confirmados em 12 países, entre eles os Estados Unidos.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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