Voltar

Informativo Diário

11/07/2019

CHICAGO E DÓLAR SEGUEM EM DIREÇÕES OPOSTAS E SOJA TEM DIA DE PREÇOS MISTOS NO PAÍS

Na quarta-feira, o mercado interno de soja continuou pouco agitado nas principais praças de negociação do país. A oleaginosa registrou seu terceiro pregão consecutivo de ganhos, com alta de até 10,25 pontos nos principais vencimentos em Chicago. Entretanto, a moeda norte-americana segue recuando, atingindo a mínima de R$ 3,7520 ao longo do pregão. Diante disso, com os dois fatores referenciais para os preços ainda em direções opostas, as cotações tiveram oscilação mista no mercado doméstico e somente negócios pontuais foram registrados ao longo do dia no país.

RS: as cotações avançaram na sessão de hoje. Segundo informações, ao menos 20 mil toneladas de soja gaúcha trocaram de mãos ao longo do dia no estado.

PR: preços estáveis e sem registro de negócios relevantes no estado. Em Ponta Grossa, houve indicações na faixa dos R$ 78 para pagamento no mês de agosto.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão, no farelo e no óleo nesta quarta-feira. Nas posições spot, ganhos de 1,16% no grão, de 0,38% no farelo e de 0,32% no óleo.

• A expectativa de corte no juro básico da economia americana e também em torno do relatório de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) garantiu a terceira sessão seguida de ganhos.

• Após fala do presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell, a perspectiva de corte no juro aumentou. Tal expectativa está pressionando o dólar frente a outras moedas e sustenta os mercados acionários dos Estados Unidos - podendo respingar nos preços futuros dos grãos, que ficam mais competitivos na exportação com o dólar fraco.

• O Departamento deverá indicar redução na estimativa para a safra americana de soja em 2019/20. O relatório de julho do Departamento será divulgado nesta quinta, 11, às 13hs.

• Analistas consultados pelas agências internacionais apostam que o USDA indicará produção americana em 2019 de 3,85 bilhões de bushels, contra 4,150 bilhões indicadas em junho e 4,544 bilhões do ano anterior.

• Em relação aos estoques de passagem, o USDA deverá reduzir a sua estimativa para 2018/19 de 1,07 bilhão para 1,038 bilhão de bushels. Para a temporada 2019/20, o carryover deve cair de 1,045 bilhão para 812 bilhões de bushels.

• Os estoques globais da oleaginosa deverão ser reduzidos de 112,8 milhões de toneladas para 112,6 milhões de toneladas em 2018/19. Para a próxima temporada, a expectativa é de estoques de 110,7 milhões, contra 112,7 milhões projetados em junho.

• O mercado também deverá prestar atenção aos dados de produção na América do Sul em 2018/19. A safra brasileira deverá ficar praticamente inalterada, na casa de 117 milhões de toneladas. O USDA, no entanto, poderá elevar sua previsão para a Argentina, passando de 56 milhões para 56,1 milhões de toneladas.


CHINA O índice de preços ao consumidor da China subiu 2,7% em junho na comparação com igual período de 2018, mesma taxa registrada em maio, segundo dados do departamento de estatísticas do país. Na comparação com o mês anterior, o índice de preços ao consumidorda China caiu 0,1% em junho, após ficar estável em maio. O preço dos alimentos, que representa quase um terço do índice, subiu 8,3% em junho em base anual e teve queda de 0,3% em termos mensais. Os itens não alimentícios ficaram 1,4% mais caros no ano e caíram 0,1% no mês. Os preços de bens de consumo tiveram inflação anual de 3,2% e recuaram 0,2% em termos mensais, enquanto os preços de serviços aumentaram 1,8% em base anual e avançaram 0,1% em base mensal.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em queda de 0,70% no mercado à vista, cotado a R$ 3,7590 para venda - no terceiro pregão seguido de queda - reagindo ao otimismo do investidor local com a possibilidade de votação da reforma da Previdência nesta semana em dois turnos no plenário da Câmara dos Deputados. Lá fora, as sinalizações de que o banco central dos Estados Unidos poderá cortar juros neste mês também animou os mercados. "A crescente expectativa em torno da aprovação da reforma da Previdência em primeiro turno manteve o bom-humor entre investidores locais. O número mínimo de votos para que o texto passe pelo crivo da 'Casa' foi alcançado pela manhã. Agora, é esperar a efetiva votação que deve ficar para as próximas horas", comenta o analista de câmbio da Correparti, Ricardo Gomes Filho.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





Rod. BR 373 - km 400 | Candói - PR | Brasil - CEP: 85.140-000
© 2020 | Todos os Direitos Reservados. Ultramax