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Informativo Diário

23/06/2020

COM DÓLAR E CHICAGO MAIS FRACOS, MERCADO INTERNO TEM DIA LENTO E COM PREÇOS INFERIORES

Na segunda-feira, o mercado brasileiro de soja teve uma sessão extremamente travada nas diversas praças de negociação do país. As quedas registradas no câmbio e em Chicago impactaram negativamente as cotações do mercado interno, o que espantou os vendedores dos meios de negociação. Apenas negócios isolados e com volumes irrisórios foram anotados ao redor do país, sem indicações fortes. As cotações ficaram mais fracas em sua maioria, ficando também apenas nominais.

RS: mercado com cotações inferiores e em sua maioria nominais em dia sem negócios relevantes. Na região portuária, para embarque em abril/maio/21 e pagamento em meados de junho/21, as indicações ficaram na faixa de R$ 104,50 por saca CIF Rio Grande. Para embarque e pagamento em meados de junho/julho deste ano, o comprador sinaliza em torno de R$ 113,00. Para julho, indicações entre R$ 114 e R$ 115.

PR: os preços oscilaram negativamente em um mercado bastante lento. Para embarque e pagamento em abril/21, as indicações estavam na faixa de R$ 103 por saca CIF região portuária. Para embarque e pagamento em julho deste ano, o compradorsinaliza em torno de R$ 112,50 CIF Paranaguá.


CHICAGO (CME/CBOT) • Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão, no farelo e no óleo na segunda-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 0,02% no grão, 0,17% no farelo e 0,59% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato julho/20 do grão atingiu a máxima de US$ 8,7975 por bushel. No final da sessão, trocou de mãos a US$ 8,7625 por bushel.O mercado foi pressionado por um movimento de realização de lucros. As boas condições climáticas para o desenvolvimento das lavouras americanas e os fracos números para as inspeções semanais mantiveram o mercado no território negativo.

• As perdas, no entanto, foram limitadas pela desvalorização do dólar, dando competitividade à oleaginosa americana e trazendo de volta ao mercado o sentimento de aquecimento da demanda chinesa.

• As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 254.929 toneladas na semana encerrada no dia 18 de junho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam o número em 400 mil toneladas.

• Após o fechamento do mercado, o USDA apontou que o percentual de lavouras norte-americanas em boas ou excelentes condições recuou para 70%, contra 72% da semana anterior. Tal fato pode trazer um viés negativo para a sessão de terça, embora o clima continue positivo.


ARGENTINA O presidente da Argentina, Alberto Fernandez, concordou com um plano para evitar a expropriação da exportadora agrícola falida Vicentin, após objeções rigorosas do setor de grãos do país, disse o governador da província de Santa Fe, Omar Perotti, na sexta-feira (19). Omar Perotti disse à televisão local que o presidente Alberto Fernandez apoia um plano que permitiria que os processos de falência da Vicentin continuassem sem pedir permissão ao Congresso para desapropriar a empresa, que foi a maior exportadora de farelo de soja da Argentina no ano passado.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em queda de 0,94% no mercado à vista, cotado a R$ 5,2680 para venda, engatando o segundo pregão de baixa, influenciado pelo cenário externo com a valorização das moedas de países emergentes em meio à expectativa otimista de reabertura da economia global. Porém, investidores se atentam ao número crescente de casos do novo coronavírus em países que haviam reportado queda nos dados, como os Estados Unidos.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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