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Informativo Diário

15/07/2020

DÓLAR TEM DIA DE FORTE VOLATILIDADE E MERCADO DE SOJA SEGUE TRAVADO NO PAÍS

Na terça-feira, o mercado interno de soja permaneceu calmo nas principais praças de negociação do país. Em dia de forte volatilidade no câmbio, que operou entre os níveis de R$ 5,33 e R$ 5,45 ao longo do dia, o mercado de soja permaneceu travado. Em Chicago a commodity teve um dia positivo, com a posição agosto atingindo os patamares de US$ 8,8250 ao longo da sessão, o que impulsionou as cotações no mercado físico. Entretanto, as indicações permanecem nominais, sem interesse da ponta vendedora, que permanece aguardando melhores oportunidades para comercializar.

RS: preços firmes, porém o mercado permanece lento. Na região portuária, para embarque em abril/maio/21 e pagamento em meados de junho/21, havia possibilidade de negócios na faixa de R$ 108 por saca CIF Rio Grande. Para embarque e pagamento em meados de agosto/setembro deste ano, indicações estão entre R$ 118 e R$ 119, porém sem contrapartida de venda.

PR: dia de mercado calmo e cotações firmes. Para embarque em fevereiro/21 e pagamento em abril/21, as indicações estão entre de R$ 107 e R$ 108 por saca CIF região portuária. Para embarque e pagamento em agosto/setembro deste ano, indicações estão entre R$ 115 e R$ 116 CIF Paranaguá, porém sem contrapartida de venda.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão e no óleo, e mistos no farelo na terça-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 0,65% no grão, de 0,21% no farelo e de 1,82% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato agosto/20 do grão atingiu a máxima de US$ 8,8250 por bushel. No final da sessão, trocou de mãos a US$ 8,78 por bushel. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 7,75 pontos nos principais vencimentos. O vencimento agosto/20 operava com ganhos de 7,75 pontos, com negócios a US$ 8,8175 por bushel.

• A piora nas condições das lavouras americanas e sinais de melhora na demanda chinesa garantiram a recuperação, após a forte baixa de ontem.

• Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 129.000 toneladas de soja para a China, com entrega na temporada 2020/21.

• As importações de soja em grão pela China no acumulado de janeiro a junho deste ano somaram 45,04 milhões de toneladas, um avanço de 17,9% frente a igual período de 2019. Em junho, as importações chinesas somaram 11,16 milhões de toneladas, com aumento de 19% sobre maio. Em junho do ano passado, as compras externas do país asiático ficaram em 6,51 milhões de toneladas.

• Segundo o USDA, até 12 de julho, 68% das lavouras de soja dos Estados Unidos estavam entre boas e excelentes condições - o mercado esperava 70% -, 25% em situação regular e 7% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 71%, 24% e 5%, respectivamente.


CHINA A balança comercial da China registrou superávit de US$ 46,42 bilhões em junho, após o saldo positivo de US$ 62,93 bilhões em maio, segundo a Administração Geral das Alfândegas do país. Os analistas esperavam superávit de US$ 59,30 bilhões. As exportações da China avançaram 0,5% em junho em base anual, após a baixa de 3,3% de maio. Analistas esperavam queda de 4,3% nas exportações. Por sua vez, as importações chinesas avançaram 2,7% em junho na comparação com o mesmo mês de 2019, após a queda de 16,7% no mês anterior. A previsão era de declínio de 10,0%.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em queda de 0,77% no mercado à vista, cotado a R$ 5,3480 para venda, em dia de forte volatilidade, no qual a moeda operou com sinais positivo e negativo, acompanhando o cenário externo, além de reagir a um fluxo de saída de recursos no mercado doméstico.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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