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Informativo Diário

15/09/2020

MERCADO DE SOJA INICIA A SEMANA COM PREÇOS MISTOS E NEGÓCIOS ESCASSOS

Na segunda-feira, o mercado interno de soja iniciou a semana travado nas principais praças de negociação do país. A escassez de produto segue determinando o rumo das cotações no mercado físico. Apesar da firme queda do dólar, as necessidades locais continuam sustentando os preços. Diante disso, o mercado permanece lento e sem negócios aparentes.

RS: dia de mercado pouco ofertado e cotações nominais. No interior do estado, havia possibilidade de negócios até R$ 143 por saca para embarque imediato e pagamento em meados de outubro/novembro deste ano, porém sem contrapartida de venda. Na safra nova, para embarque e pagamento em meados de junho/21, indicações de compra entre R$ 122 e R$ 123 por saca.

PR: negócios escassos e preços nominais. Para embarque em março/21 e pagamento no final de abril/21, indicações na faixa de R$ 122 por saca CIF na região portuária. Na região oeste do estado, indicações de compra entre R$ 134 e R$ 136 por saca para embarque imediato e pagamento em meados de outubro/novembro, porém sem contrapartida de venda.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão, e mistos no farelo e no óleo na segunda-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 0,35% no grão e de 1,72% no óleo, e perdas de 0,90% no farelo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/20 do grão atingiu a máxima de US$ 10,0875 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 9,9950/bushel. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 8,5 pontos nos principais vencimentos. O vencimento novembro/20 operava com ganhos de 3,5 pontos, com negócios a US$ 9,9950 por bushel.

• Os contratos fecharam acima de US$ 10 por bushel, nos patamares mais elevados desde 4 de junho de 2018 no gráfico contínuo.

• Sinais renovados de aquecimento da demanda pela soja americana, principalmente por parte da China, e a preocupação com o clima nos Estados Unidos sustentaram as cotações.

• As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.283.936 toneladas na semana encerrada no dia 10 de setembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam o número em 1,05 milhão de toneladas.

• O USDA anunciou ainda novas vendas por parte dos exportadores privados. Desta vez foram 129 mil toneladas para a China e 318 mil toneladas para destinos não revelados, ambas com entrega programada para 2020/21.

• O mercado aguarda agora o relatório de condições das lavouras norteamericanas, que será divulgado às 17hs. A expectativa é que seja mantida a taxa de lavouras em boas a excelentes condições, em 65%.


CHINA A União Europeia (UE) e a China assinaram um acordo histórico para proteger os produtos com indicação geográfica, uma medida de qualidade que visa a promover características únicas de itens ligadas à sua origem geográfica e técnicas tradicionais. O acordo inclui 100 produtos de cada região, como Champagne, cava, uísque escocês, presunto de Parma e queijo Manchego da UE, além de chá branco Anji, pasta de feião Pixian e arroz Panjin da China. A proposta é proteger tais itens de falsificação e apropriação indébita.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou em queda de 1,12% no mercado à vista, cotado a R$ 5,2760 para venda, no menor valor de fechamento desde 31 julho - quando fechou a R$ 5,2160 - em sessão positiva para os ativos globais em meio à recuperação das bolsas de Nova York, que fecharam acima de 1%, e com a retomada dos testes clínicos da vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela empresa AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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