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Informativo Diário

08/07/2019

 

SOJA ENCERRA SEMANA COM PREÇOS MISTOS E NEGÓCIOS ESCASSOS

Na sexta-feira, o mercado interno de soja encerrou a semana bastante calmo nas diferentes praças de negociação do país. No retorno do feriado norteamericano, a oleaginosa teve uma sessão de perdas significativas em Chicago, com queda de até 14,25 pontos nos principais vencimentos. Já o dólar, teve um dia positivo, resultando em preços mistos no mercado doméstico. Diante da falta de atratividade das cotações, as negociações seguem em ritmo lento. A comercialização da safra 2018/19 atingiu aproximadamente 71,1% no país. Já em relação a safra 2019/20, está estimada em cerca de 14,7%.

RS: dia de preços em queda e mercado bastante lento. A comercialização da safra 2018/19 está estimada em aproximadamente 51% no estado.

PR: mercado segue pouco agitado e as cotações seguem recuando. A comercialização da safra 2018/19 chegou a 69% no estado.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão, no farelo e no óleo nesta sexta-feira. Nas posições spot, perdas de 1,46% no grão, de 0,71% no farelo e de 2,06% no óleo.

• Em uma sessão de menor movimentação - ontem foi feriado nos Estados Unidos -, o mercado foi pressionado pela falta de acordo comercial entre China e Estados Unidos e pela previsão de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras americanas.

• Na semana, a posição novembro acumulou queda de mais de 3%, mesmo com os números altistas divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na sexta passada.

• As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2018/19, com início em 1 de outubro, ficaram em 867.600 toneladas na semana encerrada em 27 de junho. Representa uma forte elevação frente à semana anterior e ante à média das últimas quatro semanas. China liderou as importações, com 607.300 toneladas.

• Para a temporada 2019/20, ficaram em 161.500 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 400 mil a 1,2 milhão de toneladas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).


CHINA O presidente-norte-americano, Donald Trump, disse que os Estados Unidos haviam acertado um acordo comercial mais amplo com a China, mas esse pacto teria sido rompido por Pequim, levando à suspensão das negociações e, posteriormente, imposição de tarifas mais elevadas sobre importados chineses. "Nós tínhamos um acordo com a China e eles romperam. Parece que agora querem um acordo de novo. Vamos ver o que acontece no futuro", disse Trump em breves comentários a repórteres. As declarações acontecem antes da retomada das negociações entre as equipes dos dois países na próxima semana. Essa reaproximação só foi possível depois que Trump se reuniu com o líder chinês, Xi Jinping, paralelamente à cúpula do G-20 (grupo que reúne economias mais industrializadas e países emergentes), no Japão, no final do mês passado. Graças ao entendimento entre Trump e Xi uma nova rodada de tarifas a US$ 300 bilhões em bens chineses foi adiada e as sanções norte-americana à chinesa Huawei foram revertidas.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em alta de 0,52% no mercado à vista, cotado a R$ 3,8210 para venda, reagindo aos dados mais fortes do relatório de empregos dos Estados Unidos (payroll) reduzindo as apostas de investidores de corte da taxa de juros norte-americanos na próxima reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), no fim do mês. O diretor de câmbio da Correparti, Jefferson Rugik, destaca a "força" da moeda estrangeira frente às principais moedas pares e de países emergentes ao longo da sessão tendo o payroll como principal "catalizador". "Com as expectativas bem acima do esperado, acabou dissipando as apostas de um corte de juros mais agressivo por parte do Fed", diz.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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