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Informativo Diário

09/09/2020

MERCADO DE SOJA RETORNA DO FERIADO COM PREÇOS REGIONALIZADOS E NEGÓCIOS PONTUAIS REPORTADOS

Na terça-feira, o mercado interno de soja esteve calmo nas diversas praças de negociação do país. A commodity enfileirou o décimo primeiro pregão de alta em Chicago, encerrando acima do patamar de US$ 9,70/bushel. A moeda norte-americana também avançou novamente, atingindo a máxima de R$ 5,41 por dólar ao longo do dia e contribuindo com a sustentação dos preços internos. Apesar do cenário positivo, as cotações permanecem regionalizadas, avançando com mais firmeza nas áreas onde a indústria demonstra maior agressividade, especialmente no mercado disponível.

RS: mercado iniciando a semana pouco ofertado e com preços firmes. No interior do estado, as indicações de compra continuam entre R$ 141 e R$ 142 por saca para embarque imediato e pagamento em meados de novembro deste ano, porém sem contrapartida de venda.

PR: cotações nominais e mercado lento. Para embarque em março/21 e pagamento no final de abril/21, indicações na faixa de R$ 121 por saca CIF na região portuária. Na região oeste do estado, indicações de compra entre R$ 134 e R$ 135 por saca para embarque imediato e pagamento em meados de outubro/novembro, porém sem contrapartida de venda.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão e no óleo, e em queda no farelo na terça-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 0,36% no grão e de 1,48% no óleo, e perdas de 0,83% no farelo. No melhor momento do dia, o contrato setembro/20 do grão atingiu a máxima de US$ 9,7575 por bushel. No final da sessão, trocou de mãos a US$ 9,73 por bushel. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 2,25 pontos nos principais vencimentos. O vencimento novembro/20 operava com ganhos de 1 ponto, com negócios a US$ 9,69 por bushel.

• Após subir no início do dia e realizar lucros na manhã, o mercado se consolidou no território positivo.

• Foi a 11ª sessão consecutiva de alta em Chicago, colocando a posição novembro no maior nível desde 10 de janeiro. Sinais de demanda aquecida pela soja americana asseguraram a sustentação.

• O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou a venda de 664 mil toneladas por parte dos exportadores privados para a China, com entrega em 2020/21. Além disso, os números para as inspeções de embarque dos EUA ficaram bem acima do esperado.

• As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.295.462 toneladas na semana encerrada no dia 3 de setembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam o número em 875 mil toneladas.

• Os analistas aguardam ainda para hoje os dados sobre as condições das lavouras americanas e apostam em queda no total de lavouras em boas a excelentes condições, passando de 66% para 64%. No final da semana, a expectativa se volta para o relatório de setembro do USDA e a perspectiva é de corte na estimativa de safra e estoques finais dos Estados Unidos.


CHINA O presidente norte-americano, Donald Trump, defendeu o desacoplamento da economia dos Estados Unidos e da China, afirmando que seu país não perderia dinheiro se parasse de fazer negócios com a nação asiática, na medida em que as eleições presidenciais se aproximam. "Quando você menciona a palavra 'desacoplar', é uma palavra interessante", disse Trump, em coletiva de imprensa na Casa Branca ontem à noite.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em alta de 1,18% no mercado à vista, cotado a R$ 5,3710 para venda, em sessão de forte volatilidade e amplitude da divisa estrangeira influenciado pelo exterior negativo em meio à correção na volta do feriado prolongado nos Estados Unidos - e aqui - com o sentimento de aversão ao risco prevalecendo por toda sessão.


Fonte: CMA Group Safras & Mercado.





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