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Informativo Diário

21/12/2018

DÓLAR E CHICAGO RECUAM NOVAMENTE E MERCADO PERMANECE TRAVADO

Na quinta-feira, o mercado interno de soja manteve-se pouco agitado nas diversas praças de negociação do país. A oleaginosa teve um dia arrastado e sem negócios reportados, com agentes já em ritmo de feriado. A queda do dólar e da soja em Chicago tirou ainda mais o interesse do mercado.

RS: mercado segue calmo e as cotações ficaram de estáveis a mais baixas.

PR: sem registro de volumes relevantes negociados e preços recuando no estado.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão, no farelo e no óleo nesta quinta-feira. Nas posições spot, perdas de 0,72% no grão, de 0,03% no farelo e 0,91% no óleo.

• Apesar do bom resultado das exportações semanais americanas e do anúncio de novas vendas - incluindo aquisições chinesas -, o mercado foi pressionado pelo clima de aversão ao risco no cenário financeiro, que se seguiu às decisões de ontem do banco central americano, o Fed.

• As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2018/19, com início em 1 de outubro, ficaram em 2.835.600 toneladas na semana encerrada em 13 de dezembro - maior volume da temporada. Representa um forte avanço frente à semana passada e à média das últimas quatro semanas. O maior comprador foi a China, com 1.561.000 toneladas.

• Para a temporada 2019/20, foram mais 127.800 toneladas. Analistas esperavam entre 2 milhões a 2,7 milhões de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

• O USDA anunciou ainda vendas de 204 mil toneladas de soja em grão por parte dos exportadores privados para a China. Outras 257 mil foram vendidas para destinos não revelados. Além disso, 100 mil toneladas de farelo de soja foram operacionalizadas com a Colômbia.

• Como era amplamente esperado, o Fed elevou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual (pp), para a faixa entre 2,25% e 2,50%, e reduziu as projeções de aperto monetário para 2019, que passaram de três para duas. As estimativas de crescimento e inflação também foram revisadas em baixa para este ano e no próximo.

• Segundo analistas, o sinal político para os próximos anos foi mais radical do que o mercado esperava. Agora o Fed afirmou que vai monitorar o desenvolvimento financeiro e global - referindo-se aos resultados aquém da atividade industrial da Europa e da China.


CHINA A China e os Estados Unidos vão realizar mais negociações sobre o comércio em janeiro, disse a China nesta quinta-feira, após discussões detalhadas sobre as questões a serem abordadas nas negociações. O porta-voz do Ministério do Comércio, Gao Feng, expressou confiança na "implementação bem-sucedida" de um acordo fechado em 1 de dezembro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e seu colega chinês, Xi Jinping, na Argentina.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em queda de 0,54%, negociado a R$ 3,8520 para venda, com o real tendo uma das melhores performances entre as moedas de países emergentes ajustando-se aos movimentos pós-decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norteamericano), ontem, e reagindo à intervenção do Banco Central (BC) que ofertou US$ 1 bilhão via leilão de linha.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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