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Informativo Diário

04/03/2020

DÓLAR SEGUE RENOVANDO MÁXIMAS E MOVIMENTA MERCADO DE SOJA NO PAÍS

Na terça-feira, o mercado interno de soja apresentou boa movimentação nas principais praças de negociação do país. Com o dólar renovando a máxima histórica de fechamento pelo nono pregão consecutivo, as cotações seguem avançando no mercado doméstico. As indicações já atingem os níveis de R$ 94 por saca nos portos na safra nova e os agentes têm aproveitado para negociar. Segundo rumores, mais de 500 mil toneladas de soja trocaramde mãos ao longo do dia no país.

RS: cotações mistas e negócios razoáveis reportados. Na região portuária, havia possibilidade de negócios na faixa de R$ 93,50/saca CIF para embarque e pagamento em meados de abril/21, patamar onde aproximadamente 15 mil toneladas de soja foram comercializadas. Segundo rumores, cerca de 70 mil toneladas de soja trocaram de mãos no estado ao longo do dia.

PR: dia de alta nas cotações e bom volume de negócios reportado. Na região portuária, havia possibilidade de negócios na faixa de R$ 93,50/saca CIF para embarque no mês de fevereiro/21 e março/21 e pagamento em meados de abril/21. Ao todo, cerca de 200 mil toneladas de soja foram comercializadas no estado.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam mistos no grão e no farelo, e em alta no óleo na terça-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 0,28% no grão, de 0,52% no farelo e de 0,94% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato março/20 atingiu a máxima de US$ 8,9550 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 8,93 por bushel, com alta de 2,5 pontos. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 2,75 pontos nos principais vencimentos. O vencimento maio/20 operava com ganhos de 2,5 pontos, com negócios a US$ 9,0350 por bushel.

• Em sessão volátil, a oleaginosa oscilou entre os territórios positivo e negativo. Nos últimos negócios, porém, o grão se sustentou, apoiado pelo corte do Federal Reserve no juro básico norte-americano, como parte das ações coordenadas com outros bancos centrais. Um corte assim - fora do encontro tradicional - não acontecia desde a crise financeira de 2008. A instituição, porém, alertou que os efeitos do coronavírus ainda podem ser sentidos nos dados econômicos norteamericanos.

• O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) cortou a taxa de juros em 0,50 ponto percentual (pp), para a faixa de 1,00% a 1,25% ao ano em decisão unânime.

• "O comitê está monitorando de perto os desenvolvimentos e suas implicações para as perspectivas econômicas e usará suas ferramentas e atuará conforme apropriado para apoiar a economia", diz o comunicado.

• Na nota, o Fomc afirma que os fundamentos da economia norte-americana permanecem sólidos, mas o surto do novo coronavírus representa riscos para a atividade econômica.


CHINA Nas últimas 24 horas, surgiram mais 1.848 novos casos de coronavírus em 48 países, a maioria na Coreia do Sul, Irã e Itália, segundo informa a Organização Mundial da Saúde (OMS). Com isso, já são 12.163 casos em 77 países além da China, com 296 casos fatais. O diretor-geral do órgão, Tedros Adhanom Ghebreyesu, alertou que apesar do vírus apresentar sintomas parecidos com o da gripe comum, o coronavírus possui diferenças que precisam ser observadas.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou em alta de 0,51%, sendo negociado a R$ 4,5130 para venda e a R$ 4,5110 para compra, renovando a máxima histórica de ontem, quando ficou a R$ 4,4900. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,4570 e a máxima de R$ 4,5200. A divisa norte-americana teve mais um dia volátil, renovando a máxima histórica de fechamento pelo nono pregão seguido, além de engatar a décima alta seguida frente ao real. A sessão foi de forte volatilidade em reação à ação extraordinária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) que cortou a taxa de juros em 0,50 ponto percentual (pp) no fim da manhã.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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