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Informativo Diário

06/01/2020

SOJA ENCERRA A SEMANA COM FORTE QUEDA EM CHICAGO E PREÇOS RECUAM NO PAÍS

Na sexta-feira, o mercado interno de soja encerrou a primeira semana do ano bastante lento nas diferentes praças de negociação do país. Em Chicago, a commodity chegou a atingir a mínima de US$ 9,2675 ao longo do pregão e encerrou com perdas de até 14,75 pontos nos principais vencimentos. Já o dólar, fechou com ganhos significativos e impediu uma queda mais consistente nos preços no mercado doméstico. Com o início dos trabalhos de colheita em algumas das principais regiões e com o retorno dos feriados, a expectativa é que o mercado apresente um melhor ritmo nas próximas semanas

RS: os preços encerraram a semana em queda e poucos negócios foram registrados no estado. Na região de Passo Fundo, as indicações estavam na faixa de R$ 85 por saca para embarque e pagamento curtos, porém poucos lotes foram comercializados.

PR: as cotações recuaram no estado e o mercado permanece em ritmo lento. Na região portuária, havia possibilidade de negócios na faixa de R$ 88,50 por saca CIF para embarque imediato e pagamento no final do mês, porém sem contrapartida de vendas. Alguns produtores já iniciaram os trabalhos de colheita no estado, porém os resultados ainda são pouco expressivos.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão e no farelo, e mistos no óleo na sexta-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 1,45% no grão, de 1,49% no farelo e de 0,45% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato janeiro/20 atingiu a máxima de US$ 9,4525 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 9,3050 por bushel, com queda de 13,75 pontos. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com perdas de até 15,25 pontos nos principais vencimentos. O vencimento março/20 operava com perdas de 15,25 pontos, com negócios a US$ 9,41 por bushel.

• A tensão geopolítica gerada pelo ataque americano que culminou na morte do general Qassem Soleimani, líder de uma ala da Guarda Revolucionária do Irã que opera no estrangeiro, aumentou a aversão ao risco no mercado financeiro internacional e deflagrou um movimento de realização de lucros para a soja.

• Completando o cenário negativo aos preços, as exportações semanais americanas foram as menores da temporada e ficam abaixo da expectativa. As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2019/20, com início em 1 de setembro, ficaram em 330.300 toneladas na semana encerrada em 26 de dezembro - menor nível da temporada. Representa uma redução de 55% frente à semana anterior e um recuo de 66% ante à média das últimas quatro semanas.

• A China liderou as importações, com 160.200 toneladas. Para a temporada 2020/21, foram mais 1,7 mil toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 350 mil a 1 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

• Os investidores ainda aguardam a assinatura da fase 1 do acordo comercial entre China e Estados Unidos, a princípio esperada para o dia 15 de janeiro. Os operadores também buscam um melhor posicionamento frente ao relatório de janeiro do USDA, que será divulgado no dia 10.


CHINA O ministério do comércio da China disse, nesta quinta-feira, que aliviou as regulações para as importações de soja pelo norte do país. O afrouxamento nos postos alfandegários de Heilongjiang, Inner Mongolia e Xianjiang deve facilitar a diversificação das origens da oleaginosa comprada.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,77%, sendo negociado a R$ 4,0560 para venda e a R$ 4,0540 para compra. Durante o dia, a moeda norteamericana oscilou entre a mínima de R$ 4,0250 e a máxima de R$ 4,0710. Na semana, o dólar registrou avanço de 0,12%. A moeda norte-americana seguiu em alta aqui e no mercado externo de olho no conflito entre Estados Unidos e Irã, após os iranianos terem prometido retaliação.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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