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Informativo Diário

09/03/2021

COTAÇÕES VOLTAM A GANHAR FORÇA, MAS POUCOS NEGÓCIOS SÃO REGISTRADOS NO MERCADO INTERNO

Na segunda-feira, o mercado interno de soja teve mais uma sessão com poucos negócios nas principais praças de negociação do país. Com uma grande volatilidade sendo registrada no câmbio e nos contratos futuros em Chicago, poucos players demonstraram interesse em movimentar volumes relevantes de soja no mercado doméstico. Tanto compradores quanto vendedores permaneceram retraídos, a espera de uma melhor definição dos rumos dos fatores. As cotações praticadas internamente oscilaram de forma positiva em praticamente todas as praças, amparadas principalmente pela forte alta do dólar. Apesar disso, os produtores permanecem com o foco voltado para os trabalhos de colheita da nova safra.

RS: registro de cotações mais firmes em um mercado ainda lento. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de junho/21, indicações de compra até R$ 184 por saca CIF, enquanto no spot a indicação fica em R$ 182,50. No interior do estado, comprador indicando até R$ 176,50 por saca FOB para embarque e pagamento curtos.

PR: mais uma sessão com preços mais altos e poucos negócios. Para embarque e pagamento em meados de abril/21, indicação de compra a R$ 180 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicação de compra a R$ 169 por saca no disponível.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão e no óleo e mistos no farelo na segunda-feira. Nas posições spot, ganhos de 0,24% no grão e 1,27% no óleo, e perda de 0,40% no farelo. No melhor momento do dia, o contrato março/21 do grão atingiu a máxima de US$ 14,5350 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 14,3775/bushel.

• A preocupação com o clima na América do Sul sustentou o mercado, com maio chegando a bater em US$ 14,60 na máxima, o maior patamares desde junho de 2014.

• O atraso na colheita no Brasil, devido ao excesso de chuvas, e a estiagem na Argentina vêm sustentando as cotações. A redução nos ganhos foi consequência da postura mais cautelosa de fundos e especuladores, que optaram por posicionar carteiras frente ao relatório de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado amanhã.

• As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 587.594 toneladas na semana encerrada no dia 4 de março, conforme relatório semanal divulgado do USDA. O mercado esperava o número em 600 mil toneladas.

• No levantamento de março, o Departamento deverá reduzir a sua estimativa para os estoques de soja americanos e globais para a temporada 2020/21. Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques dos EUA em 117 milhões de bushels. Em fevereiro, a previsão ficou em 120 milhões.


CHINA As importações de soja em grão pela China nos meses de janeiro e fevereiro somaram 13,41 milhões de toneladas, um recuo frente ao mesmo período do ano passado, quando atingiram 13,41 milhões de toneladas. A pequena queda é atribuída ao atraso nos embarques do Brasil.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em forte alta de 1,67% no mercado à vista, cotado a R$ 5,7770 para venda, no maior valor de fechamento desde 15 de maio do ano passado quando ficou em R$ 5,8410, reagindo à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que anulou as condenações envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava Jato. Com isso, Lula torna-se elegível para cargos públicos. A moeda operou com perdas durante toda a sessão também seguindo o cenário mais negativo no exterior.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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