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Informativo Diário

23/10/2020

SOJA TEM DIA VOLÁTIL, PREÇOS SEGUEM NOMINAIS E FOCO PERMANECE NO PLANTIO

Na quinta-feira, o mercado interno de soja permaneceu lento nas principais praças de negociação do país. Em mais uma sessão marcada pela volatilidade, a commodity chegou a ultrapassar os US$ 10,80 por bushel em Chicago. Porém, perdeu força ao longo do dia e acabou encerrando perto dos US$ 10,70. O câmbio segue lateralizado, oscilando perto dos R$ 5,60 por dólar. Com isso, o dia foi de poucas novidades e os agentes permanecem distantes das negociações.

RS: os preços seguem avançando no estado, porém sem contrapartida de venda. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de julho/21, havia possibilidade de negócios até R$ 139 por saca. No interior do estado, havia possibilidade de negócios até R$ 170 por saca FOB para embarque e pagamento em meados de janeiro/21. Os trabalhos de plantio já iniciaram no estado e atingem aproximadamente 5% da área prevista.

PR: mercado calmo e cotações inalteradas. Para embarque em março/21 e pagamento no final de abril/21, indicações de compra entre R$ 139 e R$ 140 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicações de compra na faixa de R$ 170 por saca no disponível.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão e no óleo, e mistos no farelo na quinta-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 0,16% no grão, de 0,95% no farelo e de 1,47% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/20 do grão atingiu a máxima de US$ 10,8525 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 10,7375/bushel. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 4,75 pontos nos principais vencimentos. O vencimento janeiro/21 operava com ganhos de 3,75 pontos, com negócios a US$ 10,7525 por bushel.

• O dia foi de muita volatilidade. Na máxima do dia, os contratos chegaram a atingir os maiores patamares em quatros anos. A partir daí, as cotações sucumbiram a um movimento de correção técnica e realização de lucros.

• Os sinais de demanda aquecida pela soja americana impulsionaram as cotações, principalmente no meio do pregão. As exportações semanais americanas ficaram perto da máxima das previsões, com destaque para o bom volume comprometido ao mercado chinês. Exportadores privados anunciaram novas vendas.

• As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2020/21, com início em 1 de setembro, ficaram em 2.225.500 toneladas na semana encerrada em 15 de outubro. Representa uma retração de 14% frente à semana anterior e um recuo de 18% sobre à média das últimas quatro semanas. A China liderou as importações, com 1.222.000 toneladas.

• Os analistas esperavam exportações entre 1,2 milhão e 2,5 milhões de toneladas. Duas operações foram anunciadas hoje, envolvendo 132 mil toneladas para destinos não revelados e 152.404 toneladas para o México.


ARGENTINA Os incêndios florestais queimando importantes áreas produtoras de soja da Argentina estão ameaçando a safra do país e o fluxo de dólares que recebe com as exportações da oleaginosa. A constatação foi feita por analistas da Verisk Maplecroft e divulgada pela Dow Jones. Segundo a consultoria, quase 900.000 hectares foram afetados pelos incêndios, com mais da metade disso em importantes províncias produtoras de soja da Argentina. As exportações agrícolas produzem cerca de metade do fluxo de dólares do país, e o incêndios podem prejudicar os esforços para proteger as reservas estrangeiras cada vez menores da Argentina.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em queda de 0,37% no mercado à vista, cotado a R$ 5,5950 para venda, em sessão de volatilidade e com investidores à espera de novidades nas tratativas em torno de um novo pacote de estímulos nos Estados Unidos. Apesar da presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, afirmar que democratas e republicanos estão estreitando as diferenças sobre o acordo, avanços ainda não foram anunciados.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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