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Informativo Diário

07/11/2019

COM FORTE ALTA DO DÓLAR, PREÇOS DA SOJA AVANÇAM NO PAÍS, MAS POUCOS LOTES SÃOCOMERCIALIZADOS

Na quarta-feira, o mercado interno de soja esteve calmo nas diferentes praças de negociação do país. Na sessão de hoje, a moeda norte-americana teve a maior alta percentual desde 27 de março deste ano, refletindo no avanço das cotações no mercado doméstico. Em Chicago, a oleaginosa registrou significativas perdas, impedindo uma alta mais consistente dos preços. Apesar dos ganhos, as pedidas ainda estavam entre R$ 1 e R$ 2 acima do que o comprador sinalizava e poucos lotes foram comercializados ao longo do dia no país.

RS: na sessão de hoje, os preços avançaram no estado, porém os negócios permanecem escassos. Na região portuária, havia possibilidade de negócios a R$ 90 por saca para embarque imediato e pagamento no final do mês de novembro, mas não foram negociados lotes relevantes.

PR: dia de cotações mais altas, mas pouca movimentação reportada no estado. Na região portuária, o comprador oferecia R$ 90 por saca para embarque no mês de novembro e pagamento em meados de dezembro, porém poucos lotes foram comercializados nesse patamar


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão e no farelo, e em alta no óleo na quarta-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 0,73% no grão e 1,25% no farelo, e ganhos de 0,57% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/19 atingiu a máxima de US$ 9,2225 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 9,15 por bushel, com queda de 6,75 pontos. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com perdas de até 6,5 pontos nos principais vencimentos. O vencimento março/20 operava com queda de 2,5 pontos, com negócios a US$ 9,4475 por bushel.

• Informações de que o acordo comercial entre China e Estados Unidos só deverá ser fechado em dezembro acentuaram as perdas.

• O mercado já caía, pressionado pelo clima favorável ao desenvolvimento das lavouras e à colheita nos Estados Unidos. Além disso, os agentes seguem buscando um melhor posicionamento frente ao relatório de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que será divulgado na sexta.

• Uma reunião entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, para assinar um acordo comercial há muito aguardado pode ser adiada até dezembro, já que as discussões continuam sobre os termos e o local do pacto, disse um funcionário de alto escalão do governo Trump à Reuters nesta quartafeira.

• A autoridade, que falou sob condição de anonimato, disse que ainda é possível que a "Fase Um" do acordo, com o objetivo de encerrar uma guerra comercial prejudicial, não seja alcançada,mas é mais provável que um acordo seja feito.

• Dezenas de locais foram sugeridos para a reunião, que originalmente estava programada para ocorrer durante uma cúpula da Apec em meados de novembro no Chile, que acabou sendo cancelada, disse a autoridade.

• As opções incluem lugares na Europa e na Ásia, mas a primeira é mais provável, com a Suécia e a Suíça entre as possibilidades. O Estado norte-americano de Iowa, que Trump sugeriu, parece ter sido descartado, disse a autoridade.


CHINA A União Europeia (UE) e a China assinaram um acordo comercial para proteger produtos agrícolas de alta qualidade vindos de 100 indicações geográficas europeias e 100 chinesas contra imitações e usurpações. "Espera-se que esse acordo histórico resulte em benefícios comerciais recíprocos e demanda por produtos de alta qualidade de ambos os lados", de acordo com a Comissão Europeia, braço executivo da UE, em comunicado.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 2,20%, sendo negociado a R$ 4,0810 para venda e a R$ 4,0790 para compra, na maior alta percentual desde 27 de março quando a moeda encerrou em alta de 2,28% (R$ 3,9550). Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,9780 e a máxima de R$ 4,0900. A divisa norte-americana avançou influenciada pela frustração do mercado doméstico com o leilão da cessão onerosa que arrecadou menos do que o previsto pelo governo federal, além de não ter atraído investimentos estrangeiros como investidores apostavam.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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