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Informativo Diário

26/09/2019

COM QUEDA DE CHICAGO E DÓLAR, PREÇOS DA SOJA RECUAM E SOMENTE NEGÓCIOS PONTUAIS SÃO REGISTRADOS NO PAÍS

Na quarta-feira, o mercado interno de soja permaneceu pouco agitado nas diferentes praças de negociação do país. As perdas em Chicago e dólar mais fraco contribuíram para o recuo dos preços no mercado doméstico. Entretanto, os prêmios de exportação e a demanda regional garantiram suporte em algumas regiões. Com cotações pouco atrativas, os agentes seguem aguardando melhores oportunidades e somente negócios pontuais foram registrados ao longo do dia no país.

RS: as cotações tiveram oscilação mista e poucos volumes foram negociados ao longo do dia no estado. Na região portuária, as indicações permanecem na faixa dos R$ 87,50 para pagamento e entrega no mês de novembro. Rumores de aproximadamente 20 mil toneladas negociadas na sessão de hoje.

PR: dia de preços mistos e somente negócios pontuais reportados no estado.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão e no óleo, e mistos no farelo na quartafeira. Nas posições spot, as perdas foram de 0,55% no grão, 0,74% no farelo e de 0,54% no óleo.

• O mercado respondeu negativamente às mais recentes falas do presidente Donald Trump sobre a relação comercial dos Estados Unidos com a China.

• Após os recentes avanços, o mercado mostrou ceticismo com a possibilidade do acordo ser alcançado em breve. Nem mesmo o anúncio de uma venda substancial de soja norte-americana à China é capaz de limitar o ímpeto vendedor. Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 581.000 toneladas de soja para a China, com entrega na temporada 2019/20.


CHINA O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que um acordo comercial com a China pode ser alcançado em breve, pois o país asiático quer muito que isso aconteça para evitar os impactos em sua economia. Segundo Trump, falando a repórteres à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, a China poderia ser a maior economia do mundo, mas agora está bem atrás dos Estados Unidos. "Pegamos trilhões de dólares e eles perderam trilhões de dólares. Eles querem muito fazer um acordo. Isso poderia acontecer mais cedo do que você pensa", afirmou o presidente. Ontem, ele criticou as práticas comerciais da China, afirmando que não vai aceitar um acordo comercial ruim. Em outro momento, mais tarde, Trump disse que "há uma boa chance de que faremos um acordo", e que isso não acontece de forma rápida. Ele afirmou que os agricultores não pediram agilidade, pediram pra levar o tempo necessário para a assinatura de um bom acordo.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em queda de 0,35% no mercado à vista, cotado a R$ 4,1550 para venda, após repetir a maior cotação do ano registrada em 27 de agosto, de R$ 4,1960 (+0,62%), influenciado pela aversão global ao risco em meio às tensões políticas nos Estados Unidos e os desdobramentos da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Na abertura dos negócios, o dólar renovou máximas sucessivas digerindo o anúncio da presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, pedindo a abertura do processo de impeachment contra o presidente Donald Trump. Além do exterior, a cautela local com possíveis novos atrasos nas tratativas da reforma da Previdência também ajudou no fortalecimento do dólar.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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