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Informativo Diário

02/12/2020

DÓLAR CAI MAIS DE 2%, PREÇOS DA SOJA DESABAM E MERCADO PERMANECE ARRASTADO

Na terça-feira, o mercado interno de soja permaneceu travado nas principais praças de negociação do país. Em dia de forte queda do câmbio, que chegou a operar nos níveis de R$ 5,21 por dólar ao longo do dia, a commodity presenciou novas quedas em seus preços físicos e um mercado bastante lento. Em dia volátil, Chicago também encerrou no campo negativo, o que levou boa parte das empresas a ficar fora de mercado. Sem interesse nas negociações, o foco dos agentes permanece nos trabalhos de plantio, onde a preocupação com a escassez de chuvas segue alta.

RS: as cotações seguem recuando e não foram reportados negócios significativos. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de julho/21, havia possibilidade de negócios até R$ 145 por saca no melhor momento do dia. No interior do estado, havia possibilidade de negócios entre R$ 149 e R$ 150 por saca FOB para embarque e pagamento em meados de dezembro/janeiro, porém sem contrapartida de vendas.

PR: dia de preços mais fracos e mercado vazio de ofertas. Para embarque e pagamento em meados de julho/21, indicações de compra na faixa de R$ 144 por saca CIF na região portuária, também no melhor momento do dia. Na região oeste, indicações de compra até R$ 150 por saca no disponível, porém sem contrapartida de venda.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão e no óleo e mistos no farelo na terça-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 0,55% no grão e de 1,26% no óleo e ganhos de 0,10% no farelo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/20 do grão atingiu a máxima de US$ 11,76 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 11,62/bushel. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com perdas de até 2 pontos nos principais vencimentos. O vencimento março/21 operava com perda de 1,75 ponto, com negócios a US$ 11,6775 por bushel.

• O movimento de recuperação do início do dia não se sustentou. O mercado voltou a cair, pressionado pelas informações de chuvas sobre as regiões produtores do Brasil.

• Após um início preocupante, o plantio brasileiro ganhou ritmo e se aproxima do final. Com a volta das precipitações, uma possível perda no potencial produtivo é amenizada. Outro fator que seguiu pesando sobre as cotações foi ainda o impacto negativo das sanções anunciadas pelos Estados Unidos contra a China.


CHINA O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) sobre a atividade industrial da China subiu para 54,9 pontos em novembro, o maior nível em uma década, após registrar 53,6 pontos em outubro, de acordo com dados divulgados pelo instituto IHS Markit em parceria com o grupo de mídia Caixin.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em forte queda de 2,24% no mercado à vista, cotado a R$ 5,2280 para venda, no menor valor de fechamento desde 17 de setembro (quando encerrou a R$ 5,2320), em sessão positiva para os ativos globais em meio ao otimismo com as notícias a respeito de vacinas, além da entrada de um forte fluxo de recursos estrangeiros no mercado doméstico.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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