Voltar

Informativo Diário

06/01/2021

COM FORTE ALTA EM CHICAGO, PREÇOS DA SOJA DISPARAM NO MERCADO FÍSICO E MELHORES NEGÓCIOS SÃO REGISTRADOS

Na terça-feira, o mercado interno de soja apresentou melhor movimentação nas diferentes praças de negociação do país. No melhor momento do dia, a commodity chegou a atingir o patamar de US$ 13,7350 por bushel em Chicago, o que culminou em preços significativamente mais altos no mercado doméstico. Nas regiões portuárias de Rio Grande e Paranaguá, a saca da soja já ultrapassa os R$ 160 por saca na safra nova. Apesar da firme alta, os agentes permanecem cautelosos e somente negócios moderados foram reportados. Ao todo, pelo menos 15 mil toneladas de soja trocaram de mãos ao longo do dia no país.

RS: preços significativamente mais altos, porém o mercado permanece vazio de ofertas no estado. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de julho/21, havia possibilidade de negócios até R$ 163 por saca no melhor momento do dia. No interior do estado, indicações nominais entre R$ 154 e R$ 155 por saca CIF para embarque e pagamento dentro de janeiro, porém sem contrapartida de vendas.

PR: houve alta nos preços, porém pouca movimentação foi registrada. Para embarque e pagamento em meados de março/21, indicações de compra na faixa de R$ 160 por saca CIF na região portuária, também no melhor momento do dia. Na região oeste, indicações nominais na faixa de R$ 158 por saca no disponível, porém não houve registro de volumes significativos comercializados.


CHICAGO(CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em forte alta no grão, no farelo e no óleo na terça-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 2,54% no grão, de 1,91% no farelo e de 3,33% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato janeiro/21 do grão atingiu a máxima de US$ 13,7350 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 13,50/bushel. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 50,5 pontos nos principais vencimentos. O vencimento março/21 operava com ganhos de 49,75 pontos, com negócios a US$ 13,6275 por bushel.

• Os níveis de hoje são os maiores em mais de seis anos e meio, mesmo com a redução dos ganhos na parte final da sessão.

• Uma série de fatores contribuiu para a disparada dos preços, resultado da forte presença de fundos e especuladores na ponta vendedora. A preocupação com o clima na América do Sul foi o gatilho para as altas, que persistiram desde o início da sessão.

• O clima seco no Brasil e na Argentina deve atrasar a colheita e a entrada da safra sul-americana no mercado. Além disso, a estiagem pode determinar a redução no potencial produtivo, apertando ainda mais os estoques globais da oleaginosa.

• Com isso, a demanda pela soja americana por parte da China deve continuar firme no curto prazo. O dólar em baixa frente a outras moedas dá mais competitividade para o produto americano.

• Completando o cenário favorável às cotações, o petróleo subiu mais de 5% no dia, carregando as commodities agrícolas. O bom desempenho do petróleo foi o pretexto que os fundos precisavam para carregar ainda mais nas compras.

• Os agentes começam também a se posicionar frente ao relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado no dia 12. O sentimento é de um aperto ainda maior nas previsões para os estoques de passagem, tanto dos EUA como mundiais.


CHINA O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou a aplicação de sanções a um fornecedor da China de eletrodos de grafite, um elemento-chave na produção de aço, bem como outras 15 entidades do setor siderúrgico do Irã. "O setor de metais iraniano é uma importante fonte de receita para o regime iraniano, gerando riqueza para seus líderes corruptos e financiando uma série de atividades nefastas, incluindo a proliferação de armas de destruição em massa e seus meios de entrega, apoio a grupos terroristas estrangeiros e uma variedade de abusos dos direitos humanos, em casa e no exterior", diz o Departamento do Tesouro, em nota.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em queda de 0,11% no mercado à vista, cotado a R$ 5,2640 para venda, em sessão de forte volatilidade e amplitude da moeda, acompanhando o exterior e um movimento local. Na primeira parte dos negócios, prevaleceu a aversão ao risco em meio ao receio de novos lockdowns e desmonte de posições no mercado doméstico. À tarde, a alta do petróleo e a melhora do humor lá fora levaram o dólar a inverter sinal.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





Rod. BR 373 - km 400 | Candói - PR | Brasil - CEP: 85.140-000
© 2021 | Todos os Direitos Reservados. Ultramax