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Informativo Diário

10/10/2019

SOJA TEM ALTA NO BRASIL SEGUINDO GANHOS DE CHICAGO E DÓLAR

Na quarta-feira, o mercado interno de soja manteve o ritmo moderado nas diferentes praças de negociação do país. Na sessão de hoje a oleaginosa atingiu a máxima de US$ 9,3150 por bushel no contrato mais ativo e as cotações permanecem avançando no mercado doméstico. Já a moeda norte-americana chegou a valer R$ 4,1110 ao longo do pregão, contribuindo para a melhora dos preços. Diante destes fatores, rumores apontam aproximadamente 200 mil toneladas de soja trocando de mãos ao longo do dia no país.

RS: os preços permanecem firmes no estado e negócios envolvendo volumes moderados têm sido reportados. No porto de Rio Grande, o comprador oferecia R$ 89,50 por saca para pagamento e entrega no mês de novembro, onde aproximadamente 20 mil toneladas foram negociadas. Ainda na região portuária, na safra nova, as pedidas estavam na faixa de R$ 87,50 para embarque em abril/20 e pagamento no mês de maio/20 e cerca de 40 mil toneladas de soja trocaram de mãos ao longo do dia.

PR: os preços seguem avançando no estado, mas somente negócios pontuais têm sido reportados. Na região portuária, havia possibilidade de negócios na faixa de R$ 88 por saca para embarque no mês de fevereiro/20 e pagamento em abril/20, patamar em que foram negociadas aproximadamente 12 mil toneladas do grão. No total, ao menos 25 mil toneladas de soja paranaense trocaram de mãos ao longo do dia.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão e no farelo, e em queda no óleo na quarta-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 0,35% no grão e 1,03% no farelo, e perdas de 0,47% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/19 atingiu a máxima de US$ 9,3150 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 9,2375 por bushel, com alta de 3,25 pontos. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 5,25 pontos nos principais vencimentos. O vencimento março/20 avançava 4,25 pontos, com negócios a US$ 9,5125 por bushel.

• As especulações de que a China estaria disposta a comprar mais produtos agrícolas dos Estados Unidos como forma de facilitar um acordo comercial garantiram a elevação.

• Os contratos, no entanto, fecharam abaixo das máximas, mesmo com a previsão de clima prejudicial às lavouras e aos trabalhos de colheita nos Estados Unidos. Ao final do dia, os operadores buscaram se posicionar frente ao relatório de outubro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado amanhã. Na quinta também inicia o encontro entre autoridades da China e dos Estados Unidos em Washington.

• O Departamento deverá indicar redução na estimativa para a safra americana de soja em 2019/20. Analistas consultados pelas agências internacionais apostam que o USDA indicará produção americana em 2019 de 3,571 bilhões de bushels, contra 3,633 bilhões indicados em setembro e 4,544 bilhões do ano anterior.

• Em relação aos estoques de passagem, o USDA deverá reduzir a sua estimativa para a temporada 2019/20 de 640 milhões para 510 milhões de bushels.

• Os estoques globais da oleaginosa deverão ser cortados de 112,4 milhões de toneladas para 110,7 milhões de toneladas em 2018/19. Para a próxima temporada, a expectativa é de estoques de 96,9 milhões, contra 99,1 milhões projetados em setembro.


CHINA A China está aberta a uma resolução comercial limitada com os Estados Unidos, enquanto a segunda maior economia do mundo tenta diminuir as tensões comerciais, de acordo com a "Bloomberg", citando pessoas com conhecimento direto das negociações tarifárias. As informações são da agência de notícias "Dow Jones". Uma reportagem separada do "Financial Times" indicou que a China se ofereceu para aumentar em 50% as compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos, para US$ 50 bilhões. Os relatos vêm em meio a intensas animosidades entre os Estados Unidos e a China, com os dois países anunciando planos para implementar restrições de vistos entre si nos últimos dias.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,31%, sendo negociado a R$ 4,1030 para venda e a R$ 4,1010 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,0720 e a máxima de R$ 4,1110. A divisa norte-americana avançou em sessão de fortes oscilações influenciado por notícias locais e do exterior com investidores digerindo os dados de inflação do Brasil, abaixo do esperado sinalizando mais cortes da taxa básica de juros (Selic). Lá fora, o mercado aguarda pelo encontro entre Estados Unidos e China amanhã em mais uma rodada de negócios a respeito da guerra comercial.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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