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Informativo Diário

23/08/2021

SOJA TEM NOVA SESSÃO DE PERDAS ACENTUADAS EM CHICAGO, PREÇOS DESABAM E MERCADO ENCERRA A SEMANA TRAVADO NO PAÍS

Na sexta-feira, o mercado interno de soja encerrou a semana travado nas principais praças de negociação do país. Diante da quarta queda consecutiva em Chicago, sendo a segunda acima de 2%, os preços da commodity recuaram significativamente no mercado físico, travando a comercialização. O câmbio contribuiu para o cenário negativo, fechando com perdas relevantes, abaixo do patamar de R$ 5,40 por dólar. Em contraponto, os prêmios tiveram bom avanço nos portos, dando sustentação às cotações no início do pregão.

RS: preços significativamente mais baixos e um mercado travado. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de setembro/outubro, indicações na faixa de R$ 175 por saca CIF, enquanto no spot a indicação fica em R$ 172,50. No interior do estado, indicações até R$ 169 por saca FOB para embarque e pagamento em meados de setembro.

PR: mercado bastante lento em dia de queda nas cotações. Para embarque e pagamento em meados de fevereiro/22, indicações entre R$ 162 e R$ 163 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicações de compra na faixa de R$ 167 por saca para embarque e pagamento curtos.


CHICAGO(CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão e no óleo, e em alta no farelo na sextafeira. Nas posições spot, perdas de 2,21% no grão e de 5,13% no óleo, e ganhos de 0,51% no farelo. No melhor momento do dia, o contrato setembro/21 do grão atingiu a máxima de US$ 13,3725 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 12,9375 por bushel. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com perdas de até 9,75 pontos nos principais vencimentos. O vencimento novembro/21 operava com perdas de 9 pontos, com negócios a US$ 13,11 por bushel.

• A possibilidade de redução na mistura de biodiesel nos Estados Unidos adicionou pressão ao mercado, ampliando a perda semanal.

• O clima favorável nos Estados Unidos e o cenário financeiro de incertezas já vinham pressionando as cotações.

• A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês) deve recomendar à Casa Branca a redução dos mandatos de mistura de biocombustíveis do país para níveis abaixo dos de 2020, disseram duas fontes familiarizadas com o assunto na sexta-feira, segundo a agência Reuters.

• A EPA está procurando alinhar os mandatos com os níveis reais de produção, que caíram durante a pandemia do coronavírus. Os mandatos determinam a quantidade de biocombustíveis que os refinadores de petróleo devem misturar em sua mistura de combustível.


CHINA Um importante terminal de contêineres no porto de Ningbo-Zhoushan da China permaneceu fechado uma semana depois que as operações foram suspensas devido a um único caso de covid-19, com dezenas de navios enfileirados para carregar cargas para os mercados ocidentais antes da temporada de compras de fim de ano. As informações são da agência de notícias "Dow Jones".


CÂMBIO O dólar comercial fechou a sessão em R$ 5,3850, com queda de 0,68%. Isso ocorreu devido à fala do presidente da unidade de Dallas do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Robert Kaplan, que, no início desta tarde, disse que os estímulos à economia devem continuar. Para o economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira, "houve uma leitura bastante equivocada sobre a ata da última reunião do Fed. Em momento nenhum eles citaram a possibilidade concreta de tapering (remoção de estímulos). Não vi esse sinal hawkish (mais austeridade no controle à inflação) por parte do Fed, que ainda é uma instituição, em sua maioria, bem dovish (menos propenso ao aumento de juros e redução de estímulos)".


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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