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Informativo Diário

17/06/2020

DÓLAR AGITA MERCADO INTERNO, MAS NEGÓCIOS PERMANECEM ESCASSOS

Na terça-feira, o mercado brasileiro de soja registrou um movimento um pouco maior em algumas regiões, mas ainda com negócios restritos a volumes poucos relevantes. A nova alta do dólar voltou a agitar as indicações no mercado interno, mas poucos negócios foram anotados devido à falta de interesse dos vendedores. As cotações oscilaram de estáveis a mais firmes.

RS: novo dia de cotações em alta em um mercado com registro de negócios no interior e na região portuária, embora sem grandes volumes. Na região portuária, para embarque em abril/maio/21 e pagamento em meados de junho/21, as indicações ficaram na faixa de R$ 104,50 por saca CIF Rio Grande. Para embarque e pagamento em meados de junho/julho deste ano, o comprador sinaliza em torno de R$ 111,00. Para julho, indicações em R$ 112,50.

PR: mercado com preços em elevação em dia de alguns negócios na região portuária para entrega em julho e entrega fevereiro/21. Para embarque e pagamento em meados de fevereiro/março/21, as indicações estavam na faixa de R$ 103 por saca CIF região portuária. Para embarque e pagamento em julho deste ano, o comprador sinaliza em torno de R$ 112 CIF Paranaguá.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam novamente em queda no grão e no farelo e em alta no óleo na terçafeira. Nas posições spot, perdas de 0,23% no grão e 0,17% no farelo e ganho de 0,90% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato julho/20 do grão atingiu a máxima de US$ 8,73 por bushel. No final da sessão, trocou de mãos a US$ 8,67 por bushel.

• Mesmo com o cenário financeiro em recuperação, o mercado não sustentou os ganhos da manhã e retornou ao território negativo. Apesar disso, os contratos demonstram certa firmeza acima da linha de US$ 8,60 devido as recentes compras de soja norte-americana por parte da China.

• O bom desenvolvimento das lavouras americanas e as dúvidas sobre a demanda chinesa pela soja dos Estados Unidos voltaram a exercer pressão sobre as cotações.

• O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados ontem sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 14 de junho, 72% estavam entre boas e excelentes -condições - em linha com a expectativa do mercado -, 24% em situação regular e 4% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 72%, 24% e 4%, respectivamente. Até 14 de junho, a área plantada estava apontada em 93%. O mercado esperava o número em 93%. Na semana passada, os trabalhos cobriam 86% da área. Em igual período do ano passado, a semeadura era de 72%. A média é de 88%.


CHINA Os casos diários de infecção pelo novo coronavírus na China subiram em 40, para 83.221, em 31 províncias do país, segundo a Comissão Nacional de Saúde. As mortes somaram 4.634, nenhuma a mais do que ontem. Entre os novos casos, 32 são de transmissões locais, sendo 27 em Pequim. Somados aos casos divulgados desde ontem, a capital chinesa registra 142 pessoas infectadas, segundo cálculos da Agência CMA.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em forte alta de 1,90% no mercado à vista, cotado a R$ 5,2390 para venda, engatando a quinta alta seguida e no maior valor de fechamento desde 2 de junho, em sessão de forte volatilidade acompanhando o exterior negativo para moedas de países emergentes após indicadores melhores nos Estados Unidos calibrados com declarações vistas como "menos otimistas" do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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