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Informativo Diário

13/08/2019

EM DIA DE USDA, MERCADO DE SOJA INICIA A SEMANA COM PREÇOS MISTOS E POUCOS NEGÓCIOS

Na segunda-feira, o mercado interno de soja iniciou a semana calmo nas diversas praças de negociação do país. Na parte da manhã, o mercado apresentou preços mais altos e melhor movimentação. Entretanto, após a divulgação do relatório de oferta e demanda de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) o mercado travou. As perdas de até 12,5 pontos nos principais vencimentos em Chicago foram compensadas pela alta do dólar, e o mercado teve no balanço um dia de poucos negócios. RS: registro de preços de estáveis a mais altos em um mercado com negócios isolados,sem volumesrelevantes sendo anotados ao longo do dia. PR: mercado com cotações mais fracas no disponível e estáveis no futuro, em sua maioria ficando apenas nominais.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão e no farelo, e em alta no óleo na segunda-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 1,40% no grão e de 1,61% no farelo, e ganhos de 0,44% no óleo.

• Em dia de relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o mercado encerrou pressionado pelas quedas acentuadas do milho e do trigo.

• A previsão de clima favorável para o cinturão produtor dos Estados Unidos, a intensificação da guerra comercial entre China e Estados Unidos e o desempenho negativo do mercado financeiro ajudaram a pressionar a oleaginosa. O relatório pode ser considerado altista para a soja, com a projeção de safra dos Estados Unidos ficando abaixo do mercado, assim como os estoques. Mas o desempenho dos vizinhosimpediram uma reação.

• O relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou safra americana de soja abaixo do relatório anterior e também menor que a estimativa do mercado. Os estoques de passagem também foram cortados para a temporada 2019/20.

• A produção 2019/20 está estimada em 3,680 bilhões de bushels, ou 100,15 milhões de toneladas. O mercado esperava uma safra de 3,783 bilhões ou 102,95 milhões de toneladas. No relatório de julho, a previsão era de 3,845 bilhões de bushels ou 104,6 milhões de toneladas. Para 2018/19, a previsão foi mantida em 4,544 bilhões ou 123,6 milhões de toneladas.

• Os estoques finais em 2019/20 estão projetados em 755 milhões de bushels, o equivalente a 20,55 milhões de toneladas, enquanto o mercado apostava em número em torno de 22,26 milhões. No relatório anterior, a previsão era de 795 milhões de bushels ou 21,63 milhões de toneladas.

• Para 2018/19, o USDA elevou sua projeção de 1,05 bilhão de bushels - 28,6 milhões para 1,07 bilhão de bushels - 29,1 milhões de toneladas. O mercado apostava em 1,069 bilhão de bushels ou 29,09 milhões de toneladas.

• O USDA projetou safra mundial de soja em 2019/20 de 341,83 milhões de toneladas. No relatório anterior, a previsão era de 347,04 milhões.

• Os estoques finais estão estimados em 101,74 milhões de toneladas. O mercado esperava por estoques finais de 106,2 milhões de toneladas. Em julho, a previsão era de 104,5 milhões.

• A projeção do USDA aposta em safra americana de 100,2 milhões de toneladas, contra 104,64 milhões previstos em julho. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 123 milhões de toneladas. A Argentina deverá produzir 53 milhões de toneladas.

• A produção em 2018/19 teve sua projeção indicada em 362,85 milhões de toneladas. Os estoques finais foram elevados de 113 milhões para 114,5 milhões de toneladas. O mercado apostava em número de 113,4 milhões de toneladas.

• A safra brasileira foi mantida em 117 milhões de toneladas, enquanto a produção argentina teve sua estimativa inalteradas em 56 milhões de toneladas. Nos dois casos, o mercado já apostava nestes movimentos.

• A estimativa para as importações chinesas em 2019/20 foi reduzida de 87 milhões para 85 milhões de toneladas.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em alta de 1,11% no mercado à vista, cotado a R$ 3,9850 para venda - no maior valor desde 28 de maio, quando fechou a R$ 4,0240 - influenciado pela sessão negativa no exterior com a desvalorização do mercado acionário e de moedas dos países emergentes que foram contaminadas pela Argentina.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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