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Informativo Diário

09/08/2019

COM CHICAGO E DÓLAR EM DIREÇÕES OPOSTAS, COMERCIALIZAÇÃO REDUZ O RITMO

Na quinta-feira, o mercado interno de soja esteve mais calmo nas diferentes praças de negociação do país. Apesar da forte queda do dólar e do recuo dos prêmios, os ganhos de até 16,25 pontos nos principais vencimentos em Chicago garantiram mais um dia de alta nas cotações no mercado doméstico. Entretanto, após o bom ritmo da comercialização no início da semana, o mercado encontra-se calmo, com agentes aguardando melhores oportunidades. Rumores apontam cerca de 200 mil toneladas de soja trocando de mãos ao longo do dia no país.

RS: dia de cotações mistas no estado. Aproximadamente 100 mil toneladas movimentadas ao longo do dia. No porto de Rio Grande, houve indicações na faixa dos R$ 86 para entrega no mês de outubro.

PR: cerca de 60 mil toneladas negociadas ao longo do dia no estado e os preços encerraram mais altos.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão, no farelo e no óleo na quinta-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 1,91% no grão, de 0,61% no farelo e de 3,57% no óleo.

• Uma combinação de fatores serviu como pretexto para o movimento de correção técnica.

• Os agentes buscam um melhor posicionamento frente ao relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na segunda, 12. A preocupação com o clima no cinturão produtor americano contribuiu para a elevação de hoje.

• O relatório semanal para as exportações semanais dos Estados Unidos ajudou na recuperação. Nem tanto pelo resultado global, mas ao indicar que a China liderou as compras no período, dando sinais de uma possível retomada nas compras por parte daquele país.

• Fechando o cenário positivo, o mercado foi impulsionado pelo quadro financeiro mais positivo, que alavancou as commodities, principalmente o petróleo.


CHINA As exportações da China subiram inesperadamente em julho em base anual, apesar da intensificação da disputa comercial com os Estados Unidos, que afetou a demanda de mercado e prejudicou a confiança. As informações são da agência de notícias "Dow Jones". As exportações da China subiram 3,3% em julho em base anual, revertendo a queda de 1,3% no mês anterior, de acordo com dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas. Economistas consultados pelo "The Wall Street Journal" previam uma queda de 2,0%. As importações caíram 5,6% em julho em base anual, ante a queda de 7,3% em junho, mostraram os dados alfandegários. Os economistas previam um declínio de 9,0%. O superávit comercial total da China caiu para US$ 45,06 bilhões em julho, de US$ 50,98 bilhões em junho. Economistas esperavam um superávit de US$ 38,7 bilhões. Em termos de iuane, as exportações chinesas subiram 10,3% em julho ante o ano anterior, após a alta de 6,1% no mês anterior, enquanto as importações avançaram 0,4%, ante a queda de 0,4% de junho.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em queda de 1,25% no mercado à vista, cotado a R$ 3,9270 para venda, interrompendo uma sequência de oito altas seguidas em sessão mais positiva no exterior e com o encaminhamento do texto-base da reforma da Previdência para o Senado após o fim da tramitação na Câmara dos Deputados. Alguns fatores aliviaram os mercados, destaca o operador de câmbio da Correparti, Guilherme Esquelbak, como a alta inesperada nas exportações da China (+3,3% ante projeção de -2,0%), além da sequência de afrouxamento monetário de alguns bancos centrais ao redor do mundo. Para ele, os sinais de uma postura mais favorável em relação a possíveis cortes nas taxas de juros na visão do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Chicago, Charles Evans, corroboram para o cenário positivo dos ativos hoje.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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