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Informativo Diário

07/08/2019

SOJA TEM DIA DE PREÇOS MISTOS E BOM VOLUME DE NEGÓCIOS NO SUL DO PAÍS

Na terça-feira, o mercado interno de soja apresentou movimentação razoável nas principais praças de negociação do país. O dia foi marcado por oscilações mistas nos preços e um menor volume de negócios. Com a oleaginosa encerrando com ligeiras perdas em Chicago e a moeda norte-americana fechando praticamente estável, as cotações tiveram pouca alteração no mercado doméstico e, segundo rumores, aproximadamente 250 mil toneladas de soja trocaram de mãos ao longo do dia no país.

RS: as cotações avançaram no estado. Rumores de 100 mil toneladas movimentadas ao longo do dia.

PR: registro de preços de estáveis a mais fracos em um mercado com cerca de 50 mil toneladas negociadas ao longo do dia.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão e no óleo, e mistos no farelo na terça-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 0,29% no grão e de 1,00% no óleo, e ganhos de 0,06% no farelo.

• O mercado foi pressionado pelas condições das lavouras norte-americanas melhores do que o esperado por analistas. A meteorologia indica chuvas favoráveis sobre as lavouras do Meio-Oeste norte-americano, o que ameniza preocupações quanto a perdas de produtividade num momento em que as plantas estão em fases-chave do desenvolvimento. As tensões entre Estados Unidos e China, que comprometem a demanda pela oleaginosa norte-americana,também pesaram negativamente.

• O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 4 de agosto, 54% estavam entre boas e excelentes condições - acima do esperado, 33% em situação regular e 13% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 54%, 33% e 13%, respectivamente. Analistas esperavam que as lavouras entre boas e excelentes caíssema 53%.


CHINA O conselheiro econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, afirmou que a economia chinesa está sucumbindo às tarifas impostas pelos Estados Unidos a seus importados, enquanto a economia norte-americanasegue sólida. "Praticamente 100% das tarifas estão pesando sobre a China. A economia chinesa está encolhendo cada vez mais. A China está sendo muito mais afetada [pelas tarifas] do que os Estados Unidos", disse Kudlow em entrevista para a rede CNBC. No segundo trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 6,2% - a taxa de expansão mais fraca em pelo menos 27 anos. Kudlow disse que a China pode resistir a um acordo comercial, mas ele insistiu que os Estados Unidos podem resistir a qualquer desaceleração em sua economiamelhor do que os chineses. "[A China] pode esperar para negociar, mas a economia está sendo afetada negativamente. Os investimentos estão saindo de lá, as empresas estão se movendo para outroslugares", afirmou.


CÂMBIO O dólar comercial oscila frente ao real, com o mercado à vista sustentando alta seguindo o exterior, enquanto a moeda no mercado futuro mantém queda ainda em viés de correção depois do "pânico" nos ativos provocado pelo acirramento da guerra comercial entre norte-americanos e chineses. Às 14h55 (de Brasília), a moeda estrangeira subia 0,25%, cotada a R$ 3,9660 para venda, depois de renovar máximas a R$ 3,9870 (+0,78%). O contrato futuro para setembro tinha queda de 0,26%, a R$ 3,9730, depois de ter avançado acima de R$ 3,99. Lá fora, o Dollar Index tinha ligeira alta de 0,13%, aos 97,644 pontos. Entre as principais moedas de países emergentes, o viés era de valorização frente ao real, com destaque para a alta de 0,90% da lira turca. Em contrapartida, o peso mexicano tinha alta ao redor de 0,20%.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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