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Informativo Diário

29/05/2020

ALTA DO DÓLAR E PRÊMIOS FIRMES SUSTENTAM PREÇOS NO MERCADO INTERNO

Na quinta-feira, o mercado interno de soja permaneceu pouco movimentado nas diferentes praças de negociação do país. Interrompendo uma sequência de seis quedas consecutivas, o câmbio encerrou o dia com forte alta, sustentando os preços no mercado doméstico. Em Chicago, a commodity iniciou a sessão com perdas significativas, porém fechou o dia perto da estabilidade. Apesar do avanço das cotações, os agentes permanecem cautelosos e aguardam melhores oportunidades para voltar a negociar.

RS: pouca movimentação no estado e preços firmes. Na região portuária, para embarque em abril/maio/21 e pagamento em meados de junho/21, as indicações permanecem entre R$ 102 e R$ 103 por saca. Para embarque e pagamento em meados de julho/agosto deste ano, o comprador sinaliza entre R$ 109 e R$ 110, porém somente negócios pontuais foram reportados.

PR: preços firmes e mercado calmo. Para embarque e pagamento em meados de julho/21, as indicações estavam na faixa de R$ 105 por saca CIF, porém somente negócios pontuais foram reportados.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam mistos no grão, em alta no farelo e em queda no óleo na quinta-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 0,17% no grão e de 0,76% no óleo, e ganhos de 0,81% no farelo. No melhor momento do dia, o contrato julho/20 atingiu a máxima de US$ 8,5225 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 8,47 por bushel, com queda de 1,5 ponto. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com perdas de até 5 pontos nos principais vencimentos. O vencimento agosto/20 operava com perdas de 4,5 pontos, com negócios a US$ 8,4575 por bushel.

• O dia foi dominado por vendas técnicas, com fundos e especuladores optando por realizar parte dos lucros acumulados recentemente.

• A tensão entre China e Estados Unidos foi o fator que deu base ao movimento de correção. A Assembleia Popular Nacional da China aprovou uma resolução para impor leis de segurança nacional em Hong Kong, anulando a autonomia parcial do território em uma tentativa de esmagar os protestos anti-Pequim que desafiam o líder chinês Xi Jinping.

• Em resposta, o presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a responsabilizar a China pela pandemia do novo coronavírus. Essa não foi a primeira vez que Trump sugere que a China é responsável pela disseminação do vírus, que foi inicialmente detectado na cidade chinesa de Wuhan, em dezembro do ano passado.

• O temor do mercado é que a discussão prejudique o acordo comercial entre os dois países e prejudique a venda de soja americano aos chineses.


CHINA O presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a responsabilizar a China pela pandemia do novo coronavírus em um momento no qual a tensão entre as duas maiores economia do mundo aumenta com a aprovação da lei de segurança para Hong Kong. "Em todo o mundo, o coronavírus, um 'presente' muito ruim da China, continua. Não é bom", disse Trump no Twitter. Essa não é a primeira vez que Trump sugere que a China é responsável pela disseminação do vírus, que foi inicialmente detectado na cidade chinesa de Wuhan, em dezembro do ano passado.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,96%, sendo negociado a R$ 5,3860 para venda e a R$ 5,3840 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2830 e a máxima de R$ 5,3840. A divisa norte-americana avançou significativamente, interrompendo uma sequência de seis quedas seguidas, refletindo uma piora no exterior após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o que fez a moeda disparar perto do fim da sessão que, apesar da alta firme, exibiu forte volatilidade.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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