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Informativo Diário

10/12/2019

SOJA TEM QUINTO PREGÃO CONSECUTIVO DE ALTA E PREÇOS AVANÇAM NO PAÍS

Na segunda-feira, o mercado interno de soja iniciou a semana em ritmo lento nas diversas praças de negociação do país. O tripé formador de preços permanece em direções opostas. Em Chicago, a oleaginosa registrou sua quinta alta consecutiva, contribuindo para a melhora das cotações em algumas regiões. Entretanto, a moeda norte-americana encerrou no campo negativo pela sexta vez seguida, bem como os prêmios, que recuaram e fecharam entre US$ 0,58 e US$ 0,65 para o mês de fevereiro/20. Diante destes fatores, os preços ficaram de estáveis a mais altos no mercado físico e poucos lotes foram comercializados ao longo do dia no país.

RS: o mercado permanece calmo no estado e as cotações iniciaram a semana de estáveis a mais altas. Na região de Passo Fundo, havia possibilidade de negócios na faixa de R$ 87 por saca CIF para embarque imediato e pagamento até o final do mês.

PR: dia de preços estáveis e mercado pouco movimentado no estado. Na região portuária, o comprador sinalizava R$ 90 por saca CIF para embarque imediato e pagamento em meados de janeiro/20, mas sem contrapartida de vendas


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão e no óleo, e mistos no farelo na segunda-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 0,87% no grão e 1,12% no óleo, e perdas de 0,23% no farelo. No melhor momento do dia, o contrato janeiro/20 atingiu a máxima de US$ 9,0350 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 8,9725 por bushel, com alta de 7,75 pontos. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 10,75 pontos nos principais vencimentos. O vencimento março/20 operava com ganhos de 10,75 pontos, com negócios a US$ 9,1450 por bushel.

• O sentimento de que um acordo comercial entre China e Estados Unidos está próximo sustentou o mercado.

• Sinais de que a demanda chinesa pela soja americana está aquecida completaram o sentimento positivo. A China aumentou em 40,9% as importações de soja em grão dos Estados Unidos em novembro, em relação a igual mês de 2018. Em outubro, a elevação anual havia sido de 19,8%.

• As importações de soja em grão da China totalizaram 8,28 milhões de toneladas em novembro. Os dados são da Administração Geral de Alfândegas e Portos da China. Na comparação com igual mês do ano passado, os embarques subiram 54%. No acumulado do ano, as importações somam 78,97 milhões de toneladas, um recuo de 4,1% em comparação à igual período do ano passado.

• As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.327.042 toneladas na semana encerrada no dia 5 de dezembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado esperava o número em 1,2 milhão de toneladas.

• Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 1.575.749 toneladas. No ano passado, em igual período, o total fora de 926.600 toneladas. No acumulado do anosafra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 17.298.212 toneladas, contra 14.185.0188 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

• O Departamento deverá indicar redução nos estoques finais norte-americanos de soja em 2019/20. O relatório de dezembro do Departamento será divulgado na terça, 10, às 14hs.

• Analistas consultados pelas agências internacionais apostam que o USDA indicará estoques americanos em 472 milhões de bushels, contra 475 milhões indicados em novembro.

• Os estoques globais da oleaginosa deverão ser elevados de 109,7 milhões de toneladas para 110 milhões de toneladas em 2018/19. Para 2019/20, a expectativa é de estoques de 96,2 milhões, contra 95,4 milhões projetados em outubro.


CHINA O governo da China busca resultados satisfatórios das negociações comerciais com os Estados Unidos assim que possível, disse o ministro assistente chinês de Comércio, Ren Hongbin, em coletiva de imprensa. "Quanto à cooperação econômica e comercial China e Estados Unidos, todos sabemos que nossa atitude e posição são consistentes. A essência da cooperação econômica e comercial entre China e Estados Unidos é benefício mútuo e ganha-ganha", disse ele, ao ser questionado sobre o progresso das negociações e se Pequim vai retaliar caso Washington aplique novas tarifas.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com queda de 0,33%, sendo negociado a R$ 4,1300 para venda e a R$ 4,1320 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1260 e a máxima de R$ 4,1620. A divisa norte-americana encerrou no menor valor em um mês e na sexta queda consecutiva, em meio à correção local após fortes altas nas semanas anteriores, além do exterior mais positivo depois de oscilar com dados da balança comercial da China abaixo do esperado.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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