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Informativo Diário

10/11/2020

DÓLAR TEM QUARTA QUEDA SEGUIDA E COTAÇÕES DA SOJA RECUAM NO MERCADO INTERNO

Na segunda-feira, o mercado interno de soja iniciou a semana bastante lento nas diversas praças de negociação do país. Em uma sessão bastante volátil, o câmbio voltou a encerrar no campo negativo, oscilando entre R$ 5,22 e R$ 5,42 por dólar ao longo do dia. Com a quarta queda consecutiva da moeda norte-americana, os preços da oleaginosa recuaram significativamente no mercado físico, que teve um dia bastante travado, onde o foco dos agentes permanece no plantio.

RS: dia de queda nos preços e mercado lento. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de julho/21, havia possibilidade de negócios até R$ 140 por saca. No interior do estado, havia possibilidade de negócios até R$ 172 por saca FOB para embarque e pagamento em meados de dezembro deste ano.

PR: cotações mais fracas no estado e mercado travado. Para embarque em março/21 e pagamento no final de abril/21, indicações de compra na faixa de R$ 139 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicações de compra na faixa de R$ 162 por saca no disponível.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam mistos no grão e em alta no farelo e no óleo segunda-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 0,59% no grão, de 0,44% no farelo e de 0,39% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/20 do grão atingiu a máxima de US$ 11,1325 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 11,05/bushel. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 10,75 pontos nos principais vencimentos. O vencimento janeiro/21 operava com ganhos de 10,75 pontos, com negócios a US$ 11,1225 por bushel.

• A demanda firme pela soja americana, a preocupação com o clima seco no Brasil e o cenário financeiro de otimismo colocaram as cotações nos melhores patamares em quatro anos, mas os contratos encerraram abaixo das máximas do dia.

• O mercado iniciou o dia absorvendo as altas das bolsas de valores internacionais e do petróleo, que refletiam a confirmação da vitória de Joe Biden nas eleições americanas e também de notícias promissoras sobre as vacinadas para o coronavírus.

• Ao clima de menor aversão ao risco, se soma o quadro fundamental, com demanda aquecida pela soja americana e preocupações com o clima seco no Brasil, principalmente na região sul, que poderia comprometer o avanço do plantio. Os agentes também se posicionam frente ao relatório de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado amanhã.

• As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 2.496.308 toneladas na semana encerrada no dia 5 de novembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam o número em 2,1 milhões de toneladas.

• Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 2.389.742 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado for a de 1.348.193 toneladas. Exportadores privados americanos anunciaram ainda a venda de 123 mil toneladas para destinos não revelados.

• O Departamento reduzir a sua estimativa para a safra de soja dos Estados Unidos em 2020/21. O relatório de novembro do Departamento será divulgado amanhã, às 14hs. Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em safra de 4,253 bilhões de bushels. Em outubro, o número era de 4,268 bilhões. Na temporada passada, a safra ficou em 3,552 bilhões de bushels.

• Para os estoques de passagem, a aposta é de 239 milhões de bushels para 2020/21. Em setembro, o número ficou em 290 milhões. A previsão para os estoques finais globais em 2020/21 é de 87,6 milhões de toneladas, contra 88,7 milhões projetados no mês passado. Para 2019/20, o USDA deverá reduzir a estimativa de 93,8 milhões para 93,1 milhões de toneladas.


CHINA A balança comercial da China registrou superávit de US$ 58,44 bilhões em outubro, após o saldo positivo de US$ 37,0 bilhões em setembro, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas do país. Os analistas esperavam superávit de US$ 47,8 bilhões. As exportações da China subiram 11,4% em outubro em base anual, após a alta de 9,9% de setembro. Analistas esperavam avanço de 9,0% nas exportações. Por sua vez, as importações chinesas subiram 4,7% em outubro na comparação com o mesmo mês de 2019, após a alta de 13,2% no mês anterior. A previsão era de alta de 8,3%.


CÂMBIO O dólar comercial fechou com ligeira queda de 0,03% no mercado à vista, cotado a R$ 5,3860 para venda, em sessão de forte volatilidade e amplitude da moeda com investidores reagindo ao resultado da eleição dos Estados Unidos, com a vitória do democrata Joe Biden, às notícias sobre avanços em testes de vacinas. Mas a correção local e no exterior refletiu em forte oscilação na reta final dos negócios. Com isso, a moeda engatou o quarto pregão seguido de sinal negativo.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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