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Informativo Diário

14/08/2020

COM FORTE ALTA EM CHICAGO E ESCASSEZ DE PRODUTO, SACA DA SOJA ATINGE R$ 130 NO RS

Na quinta-feira, o mercado interno de soja esteve calmo nas diferentes praças de negociação do país. Na sessão de hoje os principais referenciais operaram em direções opostas. Em Chicago, a commodity registrou importantes ganhos e encerrou acima dos US$ 9,00/bushel. Já o câmbio recuou significativamente, atingindo a mínima de R$ 5,35 ao longo do dia. A escassez de produto combinada com a demanda firme segue distorcendo as cotações, que atingiram os patamares de R$ 130 por saca no Rio Grande do Sul.

RS: preços firmes e mercado calmo. Tanto na região portuária quanto no interior, indicações na faixa R$ 130 por saca CIF para embarque imediato e pagamento em meados de setembro. Para embarque e pagamento em meados de julho/21, rumores de negócios na faixa de R$ 114 por saca CIF, porém sem contrapartida de venda.

PR: cotações firmes no estado e mercado calmo. Para embarque em março/21 e pagamento em abril/21, indicações na faixa de R$ 111 por saca CIF região portuária. Na região oeste do estado, indicações nominais entre R$ 124 e R$ 125 por saca para embarque imediato e pagamento em meados de setembro/outubro deste ano, porém sem contrapartida de venda.


CHICAGO(CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão e no farelo, e em queda no óleo na quinta-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 1,88% no grão e de 2,79% no farelo, e perdas de 1,25% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato agosto/20 do grão atingiu a máxima de US$ 9,1050 por bushel. No final da sessão, trocou de mãos a US$ 9,0725 por bushel.

• O mercado voltou à casa de US$ 9,00, impulsionado pela forte demanda pela soja americana e por preocupações com o clima no Meio Oeste dos Estados Unidos.

• As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2019/20, com início em 1 de setembro, ficaram em 570.100 toneladas na semana encerrada em 6 de agosto. Representa uma elevação de 65% frente à semana anterior e um avanço de 96% ante à média das últimas quatro semanas. A China liderou as importações, com 420.500 toneladas.

• Para a temporada 2020/21, foram 2.839.400 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 1,2 milhão a 2,3 milhões de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

• Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 202.000 toneladas de soja para destinos não revelados e de 197 mil para a China. A entrega está programada para a temporada 2020/21.

• Os institutos projetam clima seco para o Meio Oeste dos Estados Unidos no final de agosto, o que poderia comprometer o potencial produtivo. Mas a princípio a estimativa é de safra cheia, inclusive com revisão para cima nas projeções do USDA no relatório de ontem.


CHINA O acordo comercial de primeira fase firmado entre China e Estados Unidos no início do ano ainda não foi comprometido pela escalada de tensão entre as duas maiores economias do mundo por questões ligadas à pandemia do novo coronavírus e a autonomia de Kong Kong, segundo o principal conselheiro econômica da Casa Branca, Larry Kudlow.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou o dia de hoje em queda de 1,45%, cotado a R$ 5,3690 para venda, em dia de ajuste técnico e otimismo dos investidores após o encontro de ontem de Jair Bolsonaro, com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, respectivamente, para tratar do limite de gastos do governo.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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