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Informativo Diário

13/09/2019

EM DIA DE USDA, MERCADO DE SOJA TEM SESSÃO LENTA E COTAÇÕES MISTAS NO PAÍS

Na quinta-feira, o mercado interno de soja permaneceu pouco movimentado nas diferentes praças de negociação do país. Apesar dos ganhos de até 29 pontos nos principais vencimentos em Chicago, a oleaginosa teve um dia de preços mistos e negócios escassos no mercado doméstico. A moeda norte-americana voltou a recuar, bem como os prêmios, que tiveram forte queda e contribuíram para a escassez de negócios.

RS: as cotações tiveram oscilação mista em um mercado sem registro de negócios relevantes. No porto de Rio Grande, houve indicações na faixa dos R$ 85,50 para pagamento e entrega no mês de outubro.

PR: registro de preços nominais em um mercado com negócios pontuais, sem grandes volumes envolvidos.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão, no farelo e no óleo na quinta-feira. Nas posições spot, os ganhosforam de 3,39% no grão, 2,24% no farelo e de 1% no óleo.

• Os avanços nas conversas entre China e Estados Unidos em busca de um acordo comercial se consolidaram no principal fator de sustentação dos preços. No início do dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o adiamento da imposição de aumento nas tarifas aos chineses do dia 1 para o dia 15 de outubro.

• Outro fator positivo foi a avaliação de que a China voltará a comprar soja nos Estados Unidos. Informações dão conta de que os chineses adquiriram ao menos 600 mil toneladas do grão americano nessa quinta.

• Para completar o quadro positivo, o relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado no início da tarde, indicou estoques de passagem americanos e mundiais bem abaixo do esperado pelo mercado, mesmo que a previsão para a safra norte-americana tenha superado as expectativas do mercado.


CHINA O porta-voz do Ministério do Comércio da China, Gao Feng, sugeriu que o país considera comprar produtos agrícolas norte-americanos, e elogiou o adiamento, pelos Estados Unidos, da alta de tarifas a US$ 250 em bens chineses. "As empresas chinesas começaram a fazer perguntas sobre a compra de produtos agrícolas dos Estados Unidos, e soja e suínos estão dentro do escopo da pesquisa", de acordo com o porta-voz, em coletiva regular de imprensa. "Espera-se que os dois lados continuem se encontrando no meio do caminho e adotem ações práticas para criar condições favoráveis negociações. Isso é benéfico para a China e os Estados Unidos e para o mundo inteiro", disse ele. O porta-voz também elogiou a decisão anunciada ontem pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar de 1 para 15 de outubro um aumento programado nas tarifas aplicadas a alguns produtos importados chineses. "Congratulamo-nos com a ação de boa vontade lançada pelos Estados Unidos", disse. Em relação à décima terceira rodada de negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China, previstas para o início de outubro, em Washington, ele disse que "os dois lados estão se comunicando sobre as disposições relevantes para as consultas de alto nível".


CÂMBIO O dólar comercial fechou em queda de 0,12% no mercado à vista, cotado a R$ 4,0600 para venda, influenciado pelo alívio na guerra comercial entre Estados Unidos e China e reagindo à decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) com o anúncio de estímulos para a economia na zona do euro. Mas o fluxo local impediu que a moeda local acompanhasse o movimento de divisas de países emergentes com queda maisintensa. O diretor superintendente de câmbio da Correparti, Jefferson Rugik, avalia que o investidor se apoiou na perspectiva de que a economia global "pode conseguir algum fôlego" após estímulos monetários com o BCE entrando em cena. A autoridade monetária cortou em 0,1 ponto percentual (pp) a taxa de depósitos, indo a -0,5% ao ano, na primeira queda em três anos, enquanto a taxa de juros foi mantida em zero.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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