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Informativo Diário

20/01/2021

SOJA TEM QUEDA DE MAIS DE 2% EM CHICAGO E MERCADO PERMANECE TRAVADO NO PAÍS

Na terça-feira, o mercado interno de soja permaneceu travado nas diversas praças de negociação do país. A commodity teve um dia bastante negativo em Chicago, encerrando com perdas de mais de 30 pontos nos principais vencimentos. O câmbio fechou com ganhos significativos, neutralizando parte da queda da bolsa. Os preços físicos tiveram oscilação mista e os agentes permanecem distantes das negociações. O foco permanece nas lavouras, onde o retorno das chuvas trouxe alívio para as regiões que vinham sofrendo com a estiagem.

RS: dia de queda nos preços e mercado travado. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de julho/21, indicações nominais até R$ 167 por saca. No interior do estado, indicações nominais entre R$ 163 e R$ 164 por saca CIF para embarque e pagamento dentro de janeiro, porém sem contrapartida de vendas.

PR: mercado vazio de ofertas e cotações nominais. Para embarque e pagamento em meados de março/21, indicações de compra na faixa de R$ 165,50 por saca CIF na região portuária, também no melhor momento do dia. Na região oeste, indicações nominais na faixa de R$ 167 por saca no disponível, porém sem lotes significativos comercializados.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão, no farelo e no óleo na terça-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 2,18% no grão, de 2,74% no farelo e de 0,35% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato março/21 do grão atingiu a máxima de US$ 14,2125 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 13,8575/bushel. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com perdas de até 25,5 pontos nos principais vencimentos. O vencimento março/21 operava com perdas de 25,5 pontos, com negócios a US$ 13,8925 por bushel.

• As perdas ganharam força na parte final da sessão, colocando as cotações perto das mínimas do dia. Foi a primeira vez em uma semana que os contratos encerraram abaixo de US$ 14 por bushel.

• Desde que o relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, no dia 12, indicou um quadro de aperto na oferta mundial, as posições mais negociadas se mantinham acima dos US$ 14. Desde sexta, no entanto, fundos e especuladores estão realizando lucros e intensificando as perdas.

• Mesmo com sinais de demanda firme pela soja americana, o retorno das chuvas na América do Sul, beneficiando as lavouras do Brasil e da Argentina, mantém o mercado pressionado.

• Hoje o USDA indicou a venda de 132 mil toneladas por parte de exportadores privados para a China. As inspeções semanais para exportação americana ficou bem acima da previsão do mercado. Mesmo assim, as vendas técnicas persistiram e derrubaram as cotações.

• As inspeções chegaram a 2.058.399 toneladas na semana encerrada no dia 14 de janeiro, conforme relatório do USDA. O mercado esperava o número em 1,35 milhão de toneladas.


CHINA O governo norte-americano tem as ferramentas necessárias para lidar com as práticas abusivas da China no comércio, disse Janet Yellen, indicada pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, para comandar o Departamento do Tesouro norte-americano. "Estamos preparados para lidar com as práticas abusivas da China no comércio", afirmou ela durante a sessão de confirmação no Comitê Financeiro do Senado, acrescentando que os chineses promovem práticas ilegais ligadas à propriedade intelectual. "É uma questão que temos que lidar", completou.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em alta de 0,75% no mercado à vista, cotado a R$ 5,3450 para venda, em sessão de forte volatilidade e amplitude, refletindo a cautela local em meio às incertezas em torno das vacinas contra a covid-19 de refletindo a falta de planejamento na distribuição e à escalada nas preocupações com o cenário fiscal e político.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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