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Informativo Diário

08/05/2020

DÓLAR TEM SEGUNDO RECORDE CONSECUTIVO, COTAÇÕES DA SOJA TÊM AVANÇO SIGNIFICATIVO NO MERCADO INTERNO E BOM VOLUME DE NEGÓCIOS É REGISTRADO NO PAÍS

Na quinta-feira, o mercado interno de soja esteve bastante agitado nas principais praças de negociação do país. O câmbio enfileirou o segundo recorde consecutivo e a quinta alta seguida, encostando nos níveis de R$ 5,90 por dólar ao longo do dia. Em Chicago, a oleaginosa encerrou com forte alta, contribuindo para que os preços avançassem significativamente no mercado interno e atingissem os patamares de R$ 100 por saca no interior de alguns estados para embarque e pagamento em meados de junho e julho deste ano. Rumores apontam aproximadamente 1,5 milhão de toneladas de soja trocando de mãos ao longo do dia no país.

RS: cotações avançando significativamente e bom volume de negócios registrado. Na região portuária, as indicações estavam entre R$ 114 e R$ 115 por saca CIF para embarque e pagamento em meados de junho/julho deste ano. Para embarque e pagamento em meados de abril/maio/21, o comprador sinalizava entre R$ 105,50 e 107,50 por saca. Ao todo, pelo menos 200 mil toneladas de soja trocaram de mãos no estado.

PR: dia de boa movimentação no estado e preços significativamente mais altos. Na região portuária, o comprador sinalizava de R$ 115,50 a R$ 116,50 por saca CIF para embarque e pagamento em meados de julho/agosto deste ano. Para embarque no mês de março/21 e pagamento em meados de abril/21, as indicações estavam entre R$ 105 e R$ 107 por saca, chegando a R$ 109 por saca para meados de junho/21. No total, aproximadamente 300 mil toneladas de soja foram comercializadas no estado.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão e no óleo, e mistos no farelo na quinta-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 1,32% no grão, de 0,18% no farelo e de 1,65% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato maio/20 atingiu a máxima de US$ 8,4525 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 8,4150 por bushel, com queda de 11 pontos.

• Sinais de retorno da demanda chinesa, preocupações com as baixas temperaturas nos Estados Unidos e a alta do petróleo sustentaram as cotações.

• Após a China adquirir na terça 378 mil toneladas de soja em grão, hoje o país asiático comprou 686 mil toneladas de milho. A sinalização para o mercado é que, mesmo com as discussões envolvendo a origem do coronavírus, as transações comerciais entre americanos e chineses tendem a permanecer aquecidas para produtos agrícolas.

• A previsão de temperaturas baixas para os próximos dias no cinturão produtor americano traz preocupação sobre o desenvolvimento inicial das lavouras. Completando o cenário positivo, o petróleo subiu de forma consistente, garantindo compras técnicas.

• As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2019/20, com início em 1 de setembro, ficaram em 653.100 toneladas na semana encerrada em 30 de abril. Representa uma retração de 39% frente à semana anterior e uma elevação de 19% ante à média das últimas quatro semanas. A China liderou as importações, com 287.900 toneladas.

• Para a temporada 2020/21, foram 177.500 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 400 mil a 1,350 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).


CÂMBIO O dólar comercial encerou a sessão em alta de 2,31%, sendo negociado a R$ 5,8360 para venda e a R$ 5,8340 para compra, renovando a máxima histórica de fechamento de ontem. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7430 e a máxima de R$ 5,8750. A divisa norte-americana fechou com forte alta, engatando o segundo recorde seguido e a quinta alta consecutiva, em reação à saída de investimentos estrangeiros após o Banco Central (BC) cortar a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual (pp), acima do esperado, e sinalizar que deverá realizar mais cortes na próxima reunião.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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