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Informativo Diário

12/05/2020

CHICAGO E DÓLAR AVANÇAM E COTAÇÕES SE ESTABELECEM ACIMA DOS R$ 100 NO INTERIOR DO PAÍS

Na segunda-feira, o mercado interno de soja iniciou a semana agitado nas principais praças de negociação do país. O câmbio voltou a avançar significativamente, encerrando o pregão acima dos níveis de R$ 5,80 por dólar. Em Chicago, a commodity fechou no campo positivo pela terceira sessão consecutiva, se estabelecendo acima dos patamares de US$ 8,50 por bushel. Com isso, a oleaginosa inicia mais uma semana de boa movimentação, porém com um menor volume de negócios registrado. Ao todo, pelo menos 300 mil toneladas de soja trocaram de mãos ao longo do dia no estado.

RS: mercado segue agitado e as cotações permanecem firmes no estado. Na região portuária, as indicações estavam entre R$ 117 e R$ 118 por saca CIF para embarque e pagamento em meados de julho/agosto deste ano. Para embarque e pagamento em meados de abril/maio/21, o comprador oferecia entre R$ 107 e R$ 108 por saca. Ao todo, pelo menos 100 mil toneladas de soja trocaram de mãos no estado.

PR: cotações avançando no estado e negócios razoáveis reportados. Na região portuária, o comprador oferecia de R$ 117,50 a R$ 118,50 por saca CIF para embarque e pagamento em meados de julho/agosto deste ano. Para embarque no mês de março/21 e pagamento em meados de abril/21, as indicações estavam entre R$ 105,50 e R$ 106,50 por saca. Rumores de soja sendo importada do Paraguai, para embarque e pagamento em meados de junho deste ano, na faixa de US$ 310 por tonelada CIF Cascavel.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão e mistos no farelo e no óleo na segunda-feira. Nas posições spot, os ganhos foram de 0,41% no grão, e perdas de 0,13% no farelo e de 0,15% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato maio/20 atingiu a máxima de US$ 8,57 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 8,5225 por bushel, com alta de 3,5 pontos.

• Ao longo do dia, o mercado chegou a bater no maior patamar desde 13 de abril, impulsionado pela perspectiva de aumento na demanda chinesa pelo produto dos Estados Unidos.

• Ao longo do dia, no entanto, a alta foi reduzida e os contratos encerraram abaixo das máximas do dia. A queda do petróleo, os resultados abaixo do esperado das inspeções de exportação e um posicionamento de carteira frente ao relatório de amanhã do USDA limitaram a elevação.

• As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 496.498 toneladas na semana encerrada no dia 7 de maio, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam o número em 525 mil toneladas.

• Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 380.981 toneladas. No ano passado, em igual período, o total fora de 546.866 toneladas. No acumulado do anosafra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 34.361.731 toneladas, contra 32.689.164 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

• O Departamento deverá indicar safra de soja dos Estados Unidos em 2020/21 acima da prevista na temporada anterior. O relatório de maio do Departamento será divulgado às 13hs de amanhã e trará os primeiros números para a nova temporada.

• Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em safra de 4,120 bilhões de bushels. Na temporada passada, a safra ficou em 3,558 bilhões de bushels. Para os estoques de passagem, a aposta é de 452 milhões de bushels para 2020/21. Para 2019/20, o USDA deverá elevar sua previsão e 480 milhões para 501 milhões de bushels.

• A previsão para os estoques finais globais em 2020/21 é de 104 milhões de toneladas. Para 2019/20, o USDA deverá reduzir a sua estimativa de 100,5 milhões para 100,1 milhões de toneladas.

• A safra brasileira em 2019/20 deverá ter sua previsão cortada de 124,5 milhões para 123 milhões de toneladas. A produção da Argentina deverá ter projeção reduzida de 52 milhões para 51 milhões de toneladas.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,28%, sendo negociado a R$ 5,8180 para venda e a R$ 5,8160 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7660 e a máxima de R$ 5,8410. A divisa norte-americana voltou a avançar significativamente, reagindo ao exterior mais avesso ao risco e ganhando terreno frente às moedas de países emergentes, além das incertezas com a política local. Perto do fechamento, a moeda caminhava para renovar a máxima histórica quando o Banco Central (BC) atuou no mercado futuro de câmbio levando o dólar a recuar.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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