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Informativo Diário

12/03/2020

EM DIA DE FORTE ALTA DO DÓLAR, PREÇOS DA SOJA AVANÇAM E BOM VOLUME DE NEGÓCIOS É REPORTADO NO PAÍS

Na quarta-feira, o mercado interno de soja apresentou melhor movimentação nas principais praças de negociação do país. Os principais referenciais permanecem em direções opostas. Porém, com a forte alta da moeda norte-americana, segunda maior alta de fechamento da história, as cotações voltaram a avançar e bons negócios foram registrados. Segundo rumores, mais de 600 mil toneladas de soja trocaram de mãos ao longo do dia no país.

RS: preços de estáveis a mais altos e melhores negócios registrados. Na região portuária, o comprador oferecia entre R$ 94 e R$ 94,50 para embarque e pagamento até o final do mês. Ao todo, cerca de 100 mil toneladas de soja trocaram de mãos no estado.

PR: bons negócios reportados e preços firmes no estado. Em Paranaguá, as indicações estavam entre R$ 93,50 e R$ 94 no CIF para embarque e pagamento curtos. No total, pelo menos 200 mil toneladas foram negociadas.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão, no farelo e no óleo na quarta-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 0,60% no grão e de 0,51% no óleo. O farelo encerrou estável. No melhor momento do dia, o contrato maio/20 atingiu a máxima de US$ 8,8375 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 8,7325 por bushel, com queda de 3 pontos. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com perdas de até 5,5 pontos nos principais vencimentos. O vencimento julho/20 operava com perdas de 1,5 pontos, com negócios a US$ 8,8575 por bushel.

• O mercado chegou a operar no território positivo, repercutindo vendas de 194 mil toneladas de soja dos Estados Unidos a destinos não revelados.

• Contudo a oleaginosa perdeu força e reverteu para o território negativo após a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter passado a considerar o surto de coronavírus como uma pandemia em função do aumento dos casos e do número de países afetados pelo surto, disse o diretor-geral do órgão, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante uma entrevista coletiva.

• "Esperamos que o número de casos, mortes e países afetados aumente ainda mais. A OMS está avaliando o surto e está profundamente preocupada pelo nível alarmante de disseminação e de inação. O Covid-19 pode ser caracterizado como pandemia", disse ele.

• Fatores como a queda do petróleo, a expectativa de uma ampla safra sul-americana e o temor de desaquecimento da economia mundial por conta do coronavírus também pressionaram os negócios.


CHINA Desde ontem, o número de mortes na China causadas por infecção pelo novo coronavírus subiu em 22, para 3.158, de acordo com a Comissão Nacional de Saúde do país, em comunicado. Ao todo, 80.778 casos foram confirmados em 31 províncias chinesas, e há 349 casos suspeitos. Segundo as autoridades de saúde do país, todas as novas mortes relatadas ocorreram na província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan, epicentro do surto de coronavírus. Apenas em Wuhan foram confirmadas 19 novas mortes.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,57%, sendo negociado a R$ 4,7200 para venda e a R$ 4,7180 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,6560 e a máxima de R$ 4,7590. A divisa norte-americana devolveu praticamente toda a valorização exibida ontem quando a moeda norte-americana fechou na maior queda percentual desde setembro do ano passado, 1,69% (a R$ 4,6470). Essa foi a segunda maior alta de fechamento da história. No início da tarde, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou pandemia mundial do coronavírus, o que resultou em forte aversão ao risco global.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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