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Informativo Diário

09/10/2020

CHICAGO VOLÁTIL E CLIMA SECO TRAVAM MERCADO BRASILEIRO

Na quinta-feira, o mercado interno de soja novamente operou em ritmo lento nas diversas praças de negociação do país. A soma de uma grande volatilidade registrada em Chicago e o baixo interesse da ponta vendedora em fechar novos negócios travou o mercado. Os players também ficam em compasso de espera pelo relatório do USDA desta sexta-feira. Além de tudo isso, os produtores seguem com as atenções voltadas para os trabalhos de plantio, não querendo avançar com as vendas da safra nova devido ao risco climático. As cotações indicadas internamente oscilaram de forma mista, ficando apenas nominais em sua maioria.

RS: registro de preços mais fracos no disponível e estáveis para a safra nova. Na região portuária, indicações de compradores na casa de R$ 153 para outubro e R$ 154 para novembro CIF Rio Grande. Rumor de negócio a R$ 164,50 para entrega em janeiro. Para a safra nova, para entrega e pagamento em maio/21, indicações de compra na faixa de R$ 134,00 por saca. No interior, indicação de compra até R$ 130,00 para maio/21.

PR: mercado com cotações de estáveis a mais fracas em mais um dia lento. Para embarque e pagamento entre março/21, indicações de compra até R$ 133 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicações de compra na faixa de R$ 160 por saca no mercado disponível.


CHICAGO(CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam a quinta-feira em queda no grão e no farelo e mistos no óleo. Nas posições spot, perdas de 0,09% no grão, 0,49% no farelo e 0,21% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/20 do grão atingiu a máxima de US$ 10,69 por bushel. No final da sessão, trocou de mãos a US$ 10,50 por bushel. A sessão foi bastante volátil, com os contratos operando nos dois territórios (positivo e negativo).

• O mercado iniciou em forte alta, resultado da demanda firme pela soja americana e pelo atraso no plantio no Brasil.

• Na parte da tarde, fundos e especuladores decidiram realizar lucros e posicionar suas carteiras, aguardando o relatório de outubro do USDA, que será divulgado na sexta-feira (9).

• As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2020/21, com início em 1 de setembro, ficaram em 2.590.700 toneladas na semana encerrada em 1 de outubro. A China liderou as importações, com 1.538.100 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 1,5 milhão e 2,2 milhões de toneladas.

• Além disso, foram anunciadas mais três novas vendas por parte dos exportadores privados dos EUA, envolvendo 374 mil toneladas para a China, 152,4 mil para o México e 132 mil para destinos não revelados.

• O USDA deverá reduzir a sua estimativa para a safra de soja dos Estados Unidos em 2020/21. Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em safra de 4,292 bilhões de bushels. Em setembro, o número era de 4,313 bilhões. Na temporada passada, a safra ficou em 3,552 bilhões de bushels. Para os estoques de passagem, a aposta é de 360 milhões de bushels para 2020/21. Em setembro, o número ficou em 460 milhões.

• A previsão para os estoques finais globais em 2020/21 é de 90,9 milhões de toneladas, contra 93,6 milhões projetados no mês passado. Para 2019/20, o USDA deverá reduzir a estimativa de 96 milhões para 94,7 milhões de toneladas.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em queda de 0,60% no mercado à vista, cotado a R$ 5,5890 para venda, em sessão de forte volatilidade, com o mercado doméstico reagindo à confirmação de que a apresentação da proposta do programa Renda Cidadã ficará para depois das eleições municipais, no mês que vem. Lá fora, uma correção ante a divisa norte-americana favoreceu o desempenho das moedas de países emergentes refletindo na moeda local.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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