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Informativo Diário

16/01/2020

DÓLAR E CHICAGO SEGUEM EM DIREÇÕES OPOSTAS E PREÇOS DA SOJA PERMANECEM MISTOS NO PAÍS

Na quarta-feira, o mercado interno de soja esteve com movimentação moderada nas diversas praças de negociação do país. O dia foi de bastante cautela, com agentes de olho na assinatura da fase um do acordo entre os Estados Unidos e a China. Atingindo a máxima de R$ 4,1850 ao longo do pregão, a moeda norte-americana encerrou na maior cotação do ano. Já em Chicago, as cotações da oleaginosa despencaram quase no fechamento. Diante disso, os preços permanecem mistos e a comercialização continua com ritmo moderado no país. Segundo rumores, ao menos 100 mil toneladas de soja trocaram de mãos ao longo do dia.

RS: os preços recuaram no estado e não foram registrados negócios relevantes. Na região portuária, as indicações estavam na faixa de R$ 90 por saca CIF para embarque e pagamento em meados de abril/21. Também havia indicações na faixa de R$ 90/saca CIF para embarque e pagamento no mês de junho.

PR: dia de queda nas cotações e mercado lento. Na região oeste, havia possibilidade de negócios na faixa de R$ 84 por saca para embarque no mês de janeiro/21 e pagamento em março/21. Na região portuária, o comprador sinalizava R$ 90/saca CIF para embarque e pagamento no mês de fevereiro/21.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão, no farelo e no óleo na quarta-feira. Nas posições spot, as perdas foram de 1,43% no grão, de 0,62% no farelo e de 2,26% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato janeiro/20 atingiu a máxima de US$ 9,4325 por bushel. No final da sessão, trocava de mãos a US$ 9,2875 por bushel, com queda de 13,5 pontos. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com perdas de até 2,75 pontos nos principais vencimentos. O vencimento março/20 operava com perdas de 2,75 pontos, com negócios a US$ 9,5275 por bushel.

• Os investidores digerem a assinatura da fase um do acordo entre os Estados Unidos e a China, que ocorreu há pouco.

• O presidente norte-americano, Donald Trump, classificou como histórico o momento da assinatura da primeira fase do acordo comercial com a China. Segundo ele, as negociações foram complexas e difíceis, mas bem-sucedidas.

• "A primeira fase é um passo importante na direção de uma relação mais justa no comércio com a China", afirmou Trump em cerimônia de assinatura do pacto em companhia da equipe chinesa liderada pelo vice-primeiro-ministro Liu He. "Muitos acreditavam que eu não conseguiria", acrescentou. Com informações da Agência CMA.

• Segundo o presidente chinês, Xi Jinping, as demais questões comerciais serão resolvidas com diálogo. A conclusão da fase um do acordo "é boa para China, para os Estados Unidos e para o mundo todo", disse Xi. "Também mostra que nossos dois países têm a habilidade de agir com base na igualdade e respeito mútuo e de trabalhar por meio do diálogo e de consultas para lidar propriamente e resolver efetivamente questões relevantes".

• A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o esmagamento de soja atingiu 174,812 milhões de bushels em dezembro, ante 164,9 milhões em novembro. A expectativa do mercado era de 171,6 milhões.


CHINA Os governos de Estados Unidos e China assinaram hoje a primeira fase do acordo comercial que estabelece uma trégua na guerra entre as duas maiores economias do mundo. Para a categoria dos produtos agrícolas, a China deve adquirir não menos que US$ 12,5 bilhões em 2020 e não menos que US$ 19,5 bilhões em 2021, totalizando US$ 32 bilhões em dois anos. O pacto indica ainda que, a pedido do governo norte-americano, Pequim se esforçará para comprar US$ 5 bilhões por ano em produtos agrícolas dos Estados Unidos abrangidos por este capítulo, além dos valores mínimos estabelecidos.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 1,18%, sendo negociado a R$ 4,1810 para venda e a R$ 4,1790 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1400 e a máxima de R$ 4,1850. A divisa norte-americana fechou na maior cotação do ano - refletindo a cautela dos investidores locais após dados de comércio e aumento das apostas de que o Banco Central (BC) poderá seguir com o ciclo de afrouxamento monetário em meio aos indicadores econômicos mais fracos. Lá fora, foi assinada a "fase 1" do acordo comercial firmado entre Estados Unidos e China.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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